8 de maio de 2017 às 14:36

Agricultores aguardam decisão sobre o Funrural

Enio e Nando em participação no programa Olho Vivo. Foto: Genaro Caetano/Rádio São Luiz

Na quarta-feira, 3 de maio, produtores rurais se deslocaram até a capital Brasília para acompanhar os desdobramentos da situação envolvendo a cobrança do Funrural, imposto que foi “reativado” pelo STF e que gera muita polêmica diante dos agricultores.

Nesta segunda-feira (15) participaram do programa Olho Vivo o presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Luiz Fernando Caetano Dorneles (Nando) e o diretor Enio Costa Beber. Junto de diversas lideranças, eles estiveram em Brasília e lá acompanharam as propostas do Governo para a cobrança do imposto.

Valor retroativo

O Presidente destacou as duas principais propostas governamentais. A primeira diz respeito ao pagamento do valor retroativo a cinco anos – que, segundo o Governo, os produtores estão devendo – à vista com 90% de desconto. Já pela outra proposta pagaria-se 80% da dívida com redução de juros e multa durante dez anos.

A partir de agora

Nando ainda falou sobre a proposta para o pagamento a partir do momento em que a validade do imposto entrar em vigor. Trata-se de redução de 2,1% para 1% sobre a produção bruta, mais os 0,2% relativos ao Senar. Para aqueles que precisam pagar o passivo, acrescentaria-se ainda 0,4%.

Opinião

Para Enio, essa cobrança foi algo tramado por políticos, pela simples necessidade de arrecadar dinheiro para os cofres públicos. Nando reforçou a tese arrecadatória, uma vez que a inconstitucionalidade da cobrança foi estabelecida por votação liminar no STF e, agora, após recurso, reverteu-se a decisão.

Os entrevistados não são contra a contribuição, porém, deve-se levar em consideração que a produção agrícola aumentou muito e o imposto agora eleva-se a um novo patamar, muito mais pesado para os agricultores.

Enio ainda disse que uma nova viagem à Capital Federal pode ocorrer, com dez vezes mais pessoas, caso seja necessário. A classe rural vai esperar pelo prazo de 30 dias para um novo contato. Enquanto isso ainda vale a liminar, que considera o imposto inconstitucional.

Por Genaro Caetano/Rádio São Luiz