7 de outubro de 2017 às 10:19

Semana do idoso: alguns cuidados que garantem a segurança no trânsito

Dia 1º de outubro é celebrado mundialmente como o Dia do Idoso e estimulados por essa data trazemos alguns cuidados especiais que se deve ter no trânsito, em especial em se tratando de pessoas idosas.

Sabemos que é mais comum encontrarmos nas pessoas de mais idade uma maior lentidão de movimentos, reação e percepção de estímulos mais demorada, o que é natural, porém merece uma atenção especial quando estiver transitando, seja como motorista, seja a pé ou na carona.

Importante que o idoso, ao dirigir, tenha consciência de suas limitações, inclusive aquelas trazidas pela idade, por isso a própria renovação da habilitação ocorre de 3 em 3 anos para quem já passou dos 65 anos de idade, haja vista que no avançar do tempo há necessidade de um acompanhamento mais próximo. Aqui vai a dica: não deixe para ser acompanhado apenas quando for renovar a CNH. Tenha um médico de confiança que possa consultar sua saúde e os quadros de doenças, se existirem, para que seja melhor e constantemente avaliado sobre as condições de dirigir.

No papel de pedestre, todos os condutores devem se lembrar de dar preferência de passagem aos idosos, mesmo na ausência de faixa de pedestre, tanto pela previsão no próprio Código de Trânsito Brasileiro (art. 214, III) quanto pela fragilidade do corpo idoso, que tende a demorar um pouco mais para atravessar a via do que um jovem, por exemplo. Por isso, atenção redobrada e pare o veículo para lhe possibilitar a travessia segura.

O idoso como passageiro também merece atenção especial. A recomendação é que em viagens mais longas, com duração de horas, possa parar de tempos em tempos (a cada 2 horas no máximo) para esticar as pernas, se alimentar ou mesmo ir ao banheiro. Isso facilita a qualidade da viagem para o idoso e evita intempéries no caminho.

Outra consideração é observar a incidência nessa faixa etária de doenças. O Ministério da Saúde divulga que entre os idosos, 64,2% deles apresentam quadro de hipertensão e 27,2% desenvolveram diabetes. Tais condições exigem um cuidado cotidiano de controle alimentar e acompanhamento médico para que também possa ter condições de seguir dirigindo com segurança.

Especialistas da área da saúde recomendam que tanto o idoso quanto os familiares observem as dificuldades que forem surgindo na condução de veículos ou mesmo no caminhar, pois uma auto avaliação por parte do próprio idoso pode não ser fidedigna a situação em que se encontra, por isso ficar atento se começou a esquecer das coisas, se sua noção espacial está intacta (muito comum pequenos acidentes nessa idade, como batidas ao guardar o veículo na garagem ou dificuldade de manter o veículo corretamente posicionado na via), se tem conseguido executar as operações do veículo de forma dinâmica e autônoma, sem precisar de auxílio de terceiros, etc.

Diante de uma pessoa idosa é essencial o apoio da família e o estabelecimento de boas relações sociais, fatores esses que contribuem para a qualidade de vida e desenvolvimento cognitivo do idoso, o que auxilia na manutenção da condição de condutor e pedestre no trânsito. Importante a família compreender que é um período de transição nem sempre fácil para o idoso reconhecer suas limitações e o julgamento negativo dos familiares pode dificultar a aceitação das dificuldades e, em alguns casos, inclusive desenvolver depressão ou quadros psicológicos que reduzem a qualidade da vida do idoso. Saber manejar as dificuldades, manter uma comunicação franca e racional, sem deixar de lado o apoio sócio emocional é o caminho para passar esse período com qualidade e felicidade.

Eduardo Cadore é Especialista em Gestão e Planejamento de Trânsito, Psicólogo Perito, Pós-graduando em Direito de Trânsito, Tecnólogo em Segurança no Trânsito, Instrutor de Trânsito do CFC Cadore e Profissional de recursos de multa na LEMA – Assessoria em Trânsito. É redator dos sites www.autoescolaonline.net www.direitodetransito.com.br/luiscadore e colaborador-especialista do Portal do Trânsito.

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