15 de dezembro de 2017 às 11:03

Fiscais estão preocupados com descarte e armazenagem incorreta de agrotóxicos

Alonso e Elizandra, nova fiscal agropecuária da região. Foto: RSL

O cenário é de alerta: nos 28 municípios de atuação da 17ª Supervisão Regional da Agricultura, chefiada pelo agrônomo Alonso Duarte de Andrade, a fiscalização tem encontrado muitos problemas, principalmente quanto ao descarte de embalagens dos agrotóxicos.

Segundo Alonso, o volume jogado de qualquer forma é absurdo. Ele alertou que a “desculpa” mais utilizada pelos produtores é de que estão no período da aplicação, mas que isso não se confirma uma vez que é notável, por exemplo, a poeira, mostrando que o recipiente está ali há bastante tempo.

Um dos principais problemas desta armazenagem/descarte incorreta ocorre com a incidência da chuva, pois é quando a água carrega os resíduos que contaminam o ambiente. O resultado disso afeta diretamente a saúde das pessoas, inclusive do próprio produtor.

Reportagens recentes em nível nacional alertam para o alto índice de câncer na região, fato que é atestado pelos oncologistas do Hospital de Caridade de Ijuí, referência no tratamento da doença.

Preocupados com essa questão de saúde publica, os fiscais estão intensificando a atuação. Recentemente, dois engenheiros agrônomos foram anexados à equipe.

Elizandra Pivotto Pavanello, natural de Santiago, é uma das novas fiscais que irá trabalhar nesse processo que visa – inicialmente – orientar. Segundo Elizandra, as embalagens vazias devem passar pela tríplice lavagem, serem perfuradas e estocadas organizadamente em local adequado até que sejam devolvidas na Armissões.

Produtores que descumprirem essas orientações agindo de “má fé”, como ressaltou Alonso, vão sofrer sanções fortes. Ele citou o exemplo de um caminhão que jogou em um mato vários galões de Glifosato. Muitos com o produto dentro.

Uma das multas mais pesadas é a imposta para aquele que “criar embaraça” para a fiscalização, ou seja, impedir a fiscalização de fazer o seu trabalho. O valor gira perto de R$ 314 mil. Outra multa que pesa no bolso é a que penaliza o contrabando de agrotóxicos. Além de serem ocorrências que são encaminhadas para a Polícia Federal, a multa já parte de R$ 50 mil. Aqui na região, segundo Alonso, já foi encontrado até produto da Coréia do Norte.

Fonte: Rádio São Luiz