25 de janeiro de 2018 às 14:48

Produtores comemoram alto índice de chuva e atentam para manutenção das lavouras

Agrônomo Vagner Comparsi falou sobre produtividade em propriedades de sua família na região. Foto: arquio pessoal

As lavouras de soja na região vivem momentos decisivos em seu processo de consolidação e a pauta da Rádio do Povo segue este rumo, acompanhando a evolução das cultivares por meio daqueles que as fazem produzir. Nesta quinta-feira (25) quem nos atualizou sobre o andamento das lavouras foi o agrônomo e também produtor Vagner Comparsi.

Vagner, cuja família tem propriedade em Esquina União e também em Santo Antônio das Missões, concentrou sua fala nas recentes precipitações que tivemos nesta semana. Apesar de parecer excessivas para muitos, os agricultores não têm motivos para reclamar da chuva.

Nivelamento

Fazendo um comparativo entre o ano de 2017, onde as chuvas também colaboraram, o entrevistado disse que, neste ano, o intervalo entre as precipitações foi maior: “No ano passado já tivemos uma plantabilidade boa, mas nesse ano conseguimos trabalhar um pouco melhor e tivemos um resultado um pouco melhor também”, disse Vagner.

As pancadas de chuva mais encorpadas ajudaram a firmar o desenvolvimento da cultura em praticamente toda a região. Em Santo Antônio, por exemplo, a propriedade da família Comparsi chegou a vivenciar recentemente um período de até 48 dias sem chuva, mas as precipitações desta semana ajudaram a emparelhar a situação das lavouras em toda a região.

Doenças

Quanto às doenças que atingem as plantas, Vagner destacou a ferrugem, cuja incidência é difícil de ser evitada, principalmente devido aos ventos que sopram da direção do Paraguai, onde há muitos focos. No tocante à pragas, ele considera que o percevejo, nesta época, é a maior ameaça a se combater.

Ele ainda observa que, ao perceber a proximidade dessas precipitações recentes, muitos produtores anteciparam a aplicação de fungicidas, mas aqueles que ainda não o fizeram devem se agilizar: “agora para sábado e domingo tem previsão de mais precipitação aqui para a nossa região”, ressaltou Wagner, alertando que a essa alta umidade é ideal para a ferrugem se desenvolver.

Expectativas

O otimismo acompanha o trabalho. Apostando no bom histórico de recuperação do soja, o agrônomo espera que as lavouras, tendo o tempo como aliado durante fevereiro e março, possam se recompor de qualquer contratempo menor e resultar em uma excelente safra.

Por Genaro Caetano/Rádio São Luiz