“Não divulgar rosto de presos é uma posição institucional da Polícia Civil”, esclarece delegado Afonso Stangherlin

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Foto: Arquivo/A Notícia

Alvo de frequentes questionamentos nas redes, as matérias policiais geralmente são ilustradas com fotos que mostram apenas as costas do preso. Muitos internautas reclamam e questionam a postura da emissora.

Cabe destacar ao leitor que, em matérias policiais, geralmente os arquivos são enviados pelos próprios órgãos de segurança pública e estes, por orientação institucional, não publicam o rosto. É o que esclarece o delegado Afonso Stangherlin.

Segundo o chefe da 27ª Delegacia de Polícia Regional, “quando há um protagonismo do órgão divulgando textos, é uma posição institucional, frente a presunção de inocência, preservar a intimidade do indivíduo”. Afonso também destaca que “quando as fotografias saem por obra de algum policial civil é regra que se faça com banner. Assim, é possível identificar de onde veio a fotografia para eventual responsabilização”.

Em casos que envolvam crianças, crimes sexuais, ou aqueles que gerem clamor, a própria Constituição veda a publicação da imagem e nomes.

Em resumo, ainda que a imprensa tenha liberdade de expressão e trabalhe com base no interesse coletivo à informação, é preciso observar o artigo 5º da Constituição: “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Fonte: Rádio São Luiz

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