Vereadora Ana Barros comenta sobre a repercussão do Projeto de férias remuneradas: “Hipocrisia de um lado, realidade de outra”

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Após o veto do prefeito Sidney Brondani ao Projeto de Lei que concedia férias remuneradas aos vereadores ser aceito por unanimidade pela Câmara na última sessão, a 1ª Secretária do Legislativo, vereadora Ana Barros (PT) se pronunciou sobre o assunto e acerca da repercussão que o projeto teve junto à comunidade.

GARANTIA DO STF – Conforme Ana, o Projeto de Lei foi embasado em decisão do Supremo Tribunal Federal que concede a todos os vereadores do Brasil o direito ao adicional de 1/3 de férias. “É a única categoria que não recebia o direito no país. Prefeitos, senadores, deputados, enfim, todos os trabalhadores e ocupantes de cargos eletivos recebem, com exceção dos vereadores. E por que meu voto havia sido favorável? Porque é da minha história defender direitos. Jamais participei de falcatruas, respeito o dinheiro público e por isso votei a favor”, salientou Ana.

Segundo a vereadora, “esse 1/3 de férias corresponde ao valor de R$ 1.980,00 que, dividido em 12 meses, daria R$ 158,00 por mês. Atualmente, o salário de um vereador é de cerca de R$ 6 mil, mas desconta-se desse INSS, IR, contribuição do partido, que pago mensalmente o valor de R$ 324,00, além de gasolina e outros encargos que são prerrogativas da função mas que o vereador paga do próprio bolso”, exemplificou.

HIPOCRISIA – Sobre a repercussão do assunto nas redes sociais e do posicionamento de pessoas sobre o fato, a vereadora salientou: “O que mais me doeu foram falsos líderes, pessoas que respondem processos por improbidade administrativa e que inclusive foram presos por conta de recebimento de propina, utilizarem do tema para se promoverem. Esse senhor recebeu o apoio de pessoas com mente curta que deveriam ter cobrado do mesmo algo do tipo ‘o senhor não é a pessoa certa para falar alguma coisa, muito menos de uma garantia do STF’. Hipocrisia de um lado, realidade de outro. A pessoa que quer vencer e ter o reconhecimento da comunidade, que faça o seguinte: trabalhe com seriedade e comprometimento sem querer denegrir a imagem de pessoas que estão trabalhando”, falou Ana, que finalizou: “Querer destruir a imagem do Legislativo com toda a sua importância através de interesse de crescimento pessoal de um trabalho que nunca fez e que, quando fez, fez porcaria, fica difícil de aceitar! A comunidade tem de pensar e ver quem são essas ‘lideranças’, e não ficar jogando para a torcida. O principal motivo que a favor do veto foi porque as pessoas não tinham compreendido o que era esse Projeto. Por isso, até que as pessoas compreendam, estou à disposição para esclarecer as dúvidas e apresentar a prestação de contas de minha atuação no Legislativo”.

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