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Estado do RS deverá pagar R$ 5 milhões devidos ao município de São Luiz Gonzaga de forma parcelada

Em entrevista ao programa Olho Vivo desta quarta-feira, o prefeito Sidney Brondani destacou assuntos que estão em pauta no município recentemente.

SAÚDE – Ocorre nesta quarta-feira, no Espaço Messa, a Conferência Municipal de Saúde. Segundo Sidney, “a mesma faz parte da programação do Ministério da Saúde para que cada município levante os problemas da área para levar a uma grande conferência nacional, onde são colocadas as sugestões de adequações e melhorias que o Poder Público precisa efetuar para atender as demandas da população.

Porém, para o Chefe do Executivo, “o problema do SUS hoje é a tabela, com o preço das consultas insignificantes, fazendo com que a grande maioria dos hospitais trabalhe com dificuldades, pois todo paciente internado pelo SUS deixa no prejuízo a instituição, pois a tabela do SUS é inferior ao custo que dá o paciente ao hospital. Em recente reunião do Consórcio Intermunicipal de Saúde, foi sugerido que seja levado pelos parlamentares uma nova ideia do SUS, pois, embora seja prevista a universalização do acesso à saúde, na prática, isso é inviável. Então, é necessário que se atualize a tabela. Da forma como está, infelizmente, o acesso universal que todos têm direito não é aplicado, pois muito morrem na fila de espera, no aguardo da sala de cirurgia”.

PAGAMENTO DA DÍVIDA – Brondani destacou que, na última semana, esteve em reunião com o governador Eduardo Leite, ao que ele prometeu pagar o montante de R$ 5 milhões devidos ao município em 36 parcelas mensais: “Esperamos que pague. Infelizmente, foram os últimos governadores que deixaram chegar nessa situação, e no atual governo, acredito que a situação seguirá a mesma (atraso no pagamento dos recursos aos municípios), mas vamos torcer para que se consiga pagar esse dinheiro que o município precisou tirar do caixa próprio para atender aos serviços de saúde”, destacou o prefeito.

FINANCIAMENTO COM O BADESUL – Sobre o financiamento do Badesul para pavimentação das ruas da cidade, Brondani informou que o projeto está no aguardo de análise técnica de engenheiros e análise financeira, para, somente após, ser efetuada a assinatura de contrato. “Acredito que até a metade do ano tenhamos a assinatura do contrato”. O prefeito também informou que está iniciando nesta semana uma nova operação tapa-buracos, com uma experiência de pavimentação com concreto efetuada em uma quadra: “Vamos fazer essa experiência para ver se dá certo na primeira quadra, com uma pavimentação geral. Após, estaremos efetuando uma operação tapa-buracos nas demais ruas da cidade”, explicou.

ESTACIONAMENTO – Acerca da questão do estacionamento rotativo no município, Brondani informou que esteve em reunião com o presidente da Câmara no dia de ontem e que o assunto está sendo encaminhado para uma solução. “Acredito que até o final da semana se tenha as nove assinaturas necessárias para o reenvio do Projeto de Lei. A empresa já havia se comprometido com os vereadores quanto a melhorias no serviço há uns 15 dias antes da votação, mas fez novamente agora esse compromisso”, salientou.

HORÁRIO DO COMÉRCIO – Quanto ao horário do comércio, em que o Projeto de Lei que visa criar um horário livre em São Luiz Gonzaga, Brondani salientou que após tentativas de conversa entre as partes (sindicato patronal e laboral), não se chegou a um entendimento, incumbindo à Prefeitura tomar uma posição, o que resultou no encaminhamento do Projeto à Câmara, o qual está em análise de Comissão Especial: “Cabe agora à Câmara decidir sobre o horário de funcionamento do comércio. São Luiz é centro de uma microrregião que atrai pessoas de outros municípios que vem em busca dos serviços de Saúde, Educação, Justiça, e, também, comércio. Diante disso, temos de ter um diferencial para atrair esse pessoal para vir e comprar no nosso comércio, principalmente, se tivermos um horário convidativo. E, quanto às questões trabalhistas, foi explicitado no Projeto de que os direitos dos trabalhadores deverão ser preservados, uma vez que a própria Constituição Federal e a CLT regem essa relação entre patrão e empregado”, finalizou.

Fonte: Emerson Scheis/Rádio São Luiz

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