Com venda diária de brigadeiros, jovem cursa Administração e sonha em abrir confeitaria

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(Foto: Róbson Gomes/Rádio São Luiz)

As ruas de São Luiz Gonzaga, são palcos de muitas histórias no burburinho do dia a dia. Histórias que sempre esperam para ser contadas. Uma delas, é a de uma jovem de 20 anos, que percorre o município para comercializar doces e, da venda dos sabores, custear o sonho da graduação.

Maira da Silva Ximendes, são-luizense, conta que sempre quis ser independente e poder arcar com as próprias contas. Nesse sentido, a inspiração e incentivo de uma amiga – que lhe deu uma apostila de estudo para confecção de doces – bastou para que a dedicação resultasse em dois anos de venda brigadeiros pelas ruas do município. “Eu gostei e me identifiquei. Vi que era algo que levava jeito”, conta. A partir daí começou a comercialização dos produtos por meio de encomendas nas redes sociais e, posteriormente, as vendas ganharam às ruas.

A jovem explica que o recurso conquistado a muitos passos, são utilizados para custear sua graduação. “Com o dinheiro da venda faço o pagamento das mensalidades do meu curso. Trabalho bastante e assim consigo manter os estudos”, disse.

A respeito do curso de Administração – a universitária da URI São Luiz Gonzaga – conta que a escolha se deu com vistas ao futuro. “Tenho o sonho de abrir uma confeitaria. Ter meu próprio espaço. Um local onde possa atender as pessoas, que elas possam ir buscar as encomendas. Ter meu próprio negócio. Administração vai me ajudar a fazer todo esse gerenciamento que é necessário ao abrir um empreendimento”, afirma.

Desse modo, Maira busca desde já construir os alicerces necessários para alcançar objetivos e concretizar seus sonhos. A jovem que busca por meio do suor diário, digno e esforço da venda dos doces para custear os estudos destaca se sentir muito bem com a atividade. “No começo eu tinha medo e receio. Mais era preocupação sobre como me receberiam. Hoje a minha alegria é poder sair vender”, diz enérgica, ao que complementa – “o sorriso e alegria é indispensável quando estou no trabalho”.

Quando comercializa os brigadeiros, a jovem conta que há pessoas que nem sempre acreditam que é pra poder pagar os estudos. “Às vezes as pessoas não acreditam que é pra pagar a faculdade. Sempre perguntam. Nunca cheguei ser ofendida, mas tem que ache que não é verdade, que é só justificativa pra vender”, cita. Ela ainda conclui ser do esforço diário e do próprio cansaço que custeia a graduação.

Maira conta com auxílio do primo de 17 anos, Gabriel Oliveira da Silva. Ele afirma que é raro ver um esforço como o da colega. Reconhece o trabalho de ambos como uma forma de ganhar o próprio sustento, ou como no caso da jovem, de poder estudar e cursar o ensino superior. “Cansa fisicamente, mas é satisfatório o resultado. Há lugares que chegamos e as pessoas estão tristes, e nós não vendemos só os doces, mas sempre que podemos, levamos muitos sorrisos”, comenta.

Sobre a rotina, Gabriel explica que sai cedo de casa e vai até a residência da colega, onde pela manhã se dedicam a produção dos brigadeiros. Já das 13h30 até às 17h30, percorrem as ruas e comércio são-luizense para vender os doces – quando então retornam para casa, para Maira poder ir para a universidade.

É ela que deixa a mensagem de que é preciso determinação para ir atrás daquilo que se acreditas. “É preciso correr, se esforçar. Não desistir dos sonhos. É preciso apresentar o trabalho, não importa se você faz brigadeiro ou sacolé. Pensamento positivo e perseverança”, sugere.

Por Róbson Gomes/Rádio São Luiz

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