Novas manifestações: Servidores da Segurança Pública realizam ato na Sessão da Câmara de São Luiz Gonzaga

f661d5e9-b33d-402d-9063-5e0fbce0c807

Novas manifestações contra o Governo do RS ocorreram novamente na sessão da Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga.  Desta vez, o ato foi realizado por servidores da área da Segurança Pública tendo, como motivo, a proposição de projetos do Governo Eduardo Leite que preveem a retirada de direitos considerados pela classe como imprescindíveis.

O presidente da Associação de Sargentos Subtenentes e tenentes da Brigada Militar (ASSTBM), José Valmir, explica que “devido à situação que os militares passam, foi preciso procurar a Câmara em busca de apoio, por entender a mesma como a ‘Casa do Povo’. Busca-se representatividade para barrar o pacote, chamado por muitos de ‘pacotão da maldade’.” José destaca entre os direitos a serem afetados os acréscimos por tempo de trabalho, como no caso de triênios, que devem ser extintos se a proposta for aprovada na Assembleia Legislativa do RS. “Temos uma previsão de que em dez anos, a redução do salário da Brigada Militar será de 40%. É preciso pensar no futuro porque isso ameaça profissão. Estamos com dois meses de salários atrasados e no final do mês, temos nossas contas para pagar, e aí, o banco não quer saber se recebemos em dia ou não”, afirmou.

Leia mais:

Alunos e professores lotam plenário da Câmara de Vereadores em defesa da classe educadora

Paralisação dos servidores do judiciário gaúcho completa 38 dias

Mesmo com a situação, o presidente da Associação declarou que os servidores trabalham seriamente para manter a segurança pública. O vereador Clóvis Veiga, do Solidariedade, apresentou Moção de Apoio à classe. Para ele, “é preciso apoiar o funcionalismo estadual, principalmente a Segurança Pública”. Clóvis elenca que a segurança, educação e saúde são sempre eixos de campanhas de governo, afirmando que estes são temas que devem ser valorizados, sendo a manutenção da segurança imprescindível devido sua representatividade para a comunidade. “É inimaginável uma sociedade sem policiais, sem segurança. E se a classe não for valorizada, afeta tudo, porque um setor desestabilizado, afeta os demais”, afirmou. Para ele, o governo brinca com a situação.

O ato contou ainda com representantes da Polícia Civil, do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm), entre outras lideranças. Os policiais civis realizarão paralisação nos dias 13 e 14 destes mês. Em outubro, a classe educadora também lotou o plenário da casa legislativa, em manifestações contra alterações do plano de carreira.

Por Róbson Gomes/Rádio São Luiz

Compartilhe essa notícia...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email