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Audiência Pública em São Luiz Gonzaga debateu situação da classe educadora e alterações do plano de carreira

Jarcedi Terra, presidente do PT de São Luiz Gonzaga; Elvino Bohn Gass, deputado federal e Valdecir Oliveira, deputado estadual. (Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz)

Ocorreu ontem (18), em São Luiz Gonzaga, junto à Câmara de Vereadores, uma audiência pública. A mesma foi promovida pela Comissão Permanente de Bem Estar Social da casa legislativa, juntamente com a Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, (CECDCT), da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

O objetivo do encontro foi debater o fechamento de turmas, redução de número de alunos e possível fechamento de escolas, bem como os impactos na área da educação. Entre os temas também foram abordados propostas do governo Eduardo Leite no que diz respeito a alteração de planos de carreira dos servidores públicos estaduais.

No programa Olho Vivo, falaram a respeito da audiência o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), de São Luiz Gonzaga, Jarcedi Jacques Terra, além do deputado federal Elvino Bohn Gass (PT), o deputado estadual Valdecir Oliveira (PT), e a deputada estadual Sofia Cavedon (PT).

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 Jarcedi afirmou que é importantíssimo tratar a respeito do pacote do governo que tramita na Assembleia Legislativa. O objetivo do encontro foi promover um debate e traçar um panorama com a o funcionalismo público de São Luiz Gonzaga. O deputado federal Elvino Bohn Gass, declarou que fez questão de participar da audiência devido sua importância. Para ele, o governo de Eduardo Leite está alinhado aos direcionamentos do governo federal e que representam problemas significativos para a população.

Já Valdecir elencou que foi uma oportunidade de ouvir o funcionalismo. “Estamos preocupados com os servidores públicos e com a perda direitos que esse pacote, que chamamos de pacote da maldade, representa para eles”, disse. A respeito da apresentação do projeto que visa alteração de planos de carreiras, o deputado estadual afirmou que o mesmo já gerou diversas mobilizações em todo estado. “É um projeto de covardia que retira direitos conquistados há anos. Mexe em todas as questões fundamentais para os servidores públicos. As medidas deveriam ser apresentadas para os grandes capitais, não para o servidor público. Tira dos mais fracos”, defendeu. Para ele, a classe mais afetada é a do magistério, que já articula greve – anunciada pelo Cpers. O deputado elencou ainda que a comunidade precisa de educação de qualidade e, que sem a valorização dos professores isso não é possível.

A deputada Sofia Cavedon, integrante da CECDCT, externou que este foi um ano difícil para a educação gaúcha. “Lutamos contra demissão de professores doentes, enturmações, e muitos outros problemas. O Estado não tem competência para construir em escolas quaisquer condições mínimas para estudo. Os professores recebem o menor piso salarial de todo o país e ainda tem o parcelamento”, asseverou.

Sofia declarou que a educação está degradada, o que não representa uma situação simplista, mas sim muito complicada para ser revertida. “Chegamos ao final de ano, que deveria ser época de finalização de provas e conclusão de ensino, e os professores tem que paralisar para garantir seus direitos, isso é grave”, ressaltou. Ela elencou que os pais devem apoiar o ato dos professores, uma vez que situação não é irresponsabilidade dos mesmos, mas sim uma consequência cuja responsabilidade é do governo de Eduardo Leite.

Por Róbson Gomes/Rádio São Luiz

 

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