São Borja deverá receber nova unidade da Coopatrigo

Em entrevista ao programa Olho Vivo desta quarta-feira, 4, o presidente da Coopatrigo, Ivo de Souza batista, comentou sobre as tratativas realizadas para a implantação de mais uma unidade da cooperativa, desta vez, em São Borja. Da mesma forma, comentou sobre o retorno ao associado do resultado financeiro, que deverá ser depositado na conta do quadro social no dia 30 de dezembro, bem como os trabalhos de revitalização da estrutura onde localizava-se a CESA em São Luiz Gonzaga visando sua inauguração.

TROFÉU OBIRICI – O presidente comentou sobre o Troféu Obirici recebido na última semana, em Porto Alegre. Idealizado pelo jornalista Saul Junior, a distinção homenageava personalidades do RS nas diversas áreas, tendo Ivo de Souza Batista homenageado na categoria Cooperativas. Conforme Ivo, “estamos muito gratos por ser reconhecidos pelo trabalho que viemos desenvolvendo em nossa empresa, a qual recebemos em 1998 com quatro anos de prejuízos consecutivos e que, hoje, é uma das melhores empresas do Estado, em 1º lugar de liquidez geral, sendo a cooperativa que mais cresce no RS atualmente. E isso se deve ao trabalho dos companheiros de direção e do Conselho de Administração, pois desde 98 viemos ajustando esse trabalho, e graças à confiança do quadro social e dos colaboradores, a Coopatrigo vem obtendo resultados cada vez melhores nos últimos anos, sendo a única cooperativa do RS a dividir o seu resultado com o associado”, destacou.

RETORNO AO ASSOCIADO – Sobre o anúncio do retorno do resultado ao quadro social, Ivo salientou que o mesmo deverá ocorrer nos próximos dias, com o depósito na conta do associado a ser realizado no dia 30 de dezembro. “Serão cerca de R$ 30 milhões a ir para a conta do associado, e desafiamos a perguntar qual empresa do RS que coloca na conta do seu quadro social esse valor. No Estado, que nós saibamos, nenhuma cooperativa tem esse sistema e esse compromisso de dividir o resultado com os seus associados”, ressaltou.

NOVA UNIDADE EM SÃO BORJA – Nesta quarta-feira, o presidente e a direção da Coopatrigo estarão reunidos com o prefeito de São Borja para definir a implantação de uma nova unidade da cooperativa no município da fronteira: “Estamos discutindo há tempos sobre novos investimentos ao redor da região, com o convite de diversos municípios para colocar mais unidades da cooperativa. Já fizemos há cinco anos um projeto de expansão que está dando certo, e agora, fizemos um estudo de viabilidade, que foi aprovado, para a instalação de uma nova unidade em São Borja. Por isso, estamos indo fazer uma reunião com o prefeito para informar sobre a contrapartida para a Coopatrigo na obra: a terraplanagem do terreno e a questão ambiental, a cargo da prefeitura. Por isso, na reunião, já estarão presentes os secretários de Obras e de Planejamento para providenciar essas questões e já sair com as decisões tomadas, assim como fizemos em Santiago, Capão do Cipó e Mato Queimado, onde o Poder Público contribuiu para a instalação da cooperativa em seus municípios”, informou.

Sobre o custeio da obra, o presidente salientou: “O associado pode ficar tranquilo, pois não será utilizado capital de giro do quadro social nesse investimentos, pois iremos financiar pelo banco com juros subsidiados com pagamento a longo prazo. E, com certeza, essa unidade vai ser rentável e irá pagar esse financiamento que vamos fazer”, explicou Ivo.

UNIDADE DA ANTIGA CESA – Sobre o trabalho de revitalização da estrutura da antiga CESA, adquirida pela Coopatrigo, o presidente informou que as obras seguem em ritmo constante, visando colocar os silos em operação em pouco tempo: “Temos um grande número de empresas e pessoas trabalhando para inaugurar no mês de março, e, se Deus quiser, já receber a produção dos associados. Quando adquirimos, sabíamos que só aproveitaríamos os silos e que teríamos de colocar equipamentos novos, os quais serão instalados para dobrar o fluxo do recebimento do grão, com maior capacidade e rapidez. E a nova unidade irá ajudar muito, pois trabalhamos com mais de 12 milhões de sacas de grãos e temos capacidade para cinco milhões. Agora, irá aumentar para sete milhões, mas ainda é pouco. Vamos continuar fazendo silos e armazéns para atender o nosso quadro social e possibilitar deixar em depósito o grão dos produtores para que possamos ter um  resultado maior, sem precisar expedir totalmente na hora em que se recebe, mas deixando um espaço para armazenar e vender melhor lá na frente. Com certeza, é uma  grande aquisição que proporcionará ao quadro social um ganho maior e um resultado melhor para os próximos anos”, finalizou Ivo.

Fonte: Rádio São Luiz

Foto: Emerson Scheis/Arquivo