Agrônomo comenta sobre a situação das lavouras e pastagens frente ao clima seco

Em entrevista ao programa Olho Vivo desta quinta-feira, o engenheiro agrônomo Milton Cattapan comentou sobre a situação das lavouras e pastagens frente ao período de estiagem que predomina nas últimas semanas no Estado.

Conforme Milton, “nos últimos anos tivermos safras boas e os momentos ruins, como agora, surgem para que nós consigamos superá-los. Estive há pouco na região de Passo Fundo, e lá a situação está muito pior que a nossa, com a produtividade de milho e de soja muito ruins. E a dificuldade para o pessoal de lá é que, mesmo que volte a chiver, em virtude do ciclo, as lavouras não terão uma recuperação tão boa”, explicou.

Acerca das áreas de pastagens, o agrônomo comentou que “para os produtores que tiveram pancadas de chuva perto do Natal, esses até não notaram suas pastagens em relação à falta de água. Mas quem não pegou já sentiu um pouco mais. Além disso, a compactação do solo é um fator importante, pois, se está compacto com o excesso de trânsito de máquinas, isso faz com que diminua os poros no solo e não se consiga reservar águia. Assim, para aqueles produtores que utilizam a pastagem e tiram o gado antes e ainda conseguem fazer a planta produzir um pouco de raiz ou de palha, sentem menos os efeitos da falta de chuva do que aqueles que ‘pelaram’ as pastagens”, destacou.

Sobre as aplicações, Milton enfatizou que para cada produtor assistido a área tem um manejo diferente: “Naquela que tomou chuva e está respondendo, a gente vai fazendo as aplicações de fungicidas normalmente; mas para aquelas lavouras que não pegaram chuva e que stão perdendo a folha de baixo, essas plantas não estão prontas para receber a aplicação, e daí temos que fazer o controle da praga. Por isso, para cada lavoura é feito de modo diferente o controle”, finalizou o agrônomo.

Fonte: Rádio São Luiz

Foto: Emerson Scheis/Rádio São Luiz