“O MDB está se terminando no Rolador” enfatiza Paulo Peixoto, após retorno ao cargo de prefeito do município

Em entrevista ao programa Olho Vivo desta quarta-feira, o prefeito Paulo Peixoto comentou sobre o seu retorno ao cargo de Chefe do Executivo do Rolador, oficializado nesta semana. Durante a entrevista, Paulo falou sobre toda a trajetória do caso que culminara no seu afastamento do cargo e da situação do seu partido, o MDB, no Rolador.

CASSAÇÃO – Segundo Paulo, “a cassação foi arbitrária, e jamais deveria ter acontecido. Em 2008, quando eu era candidato a vice na chapa com Eloí Batista, fomos denunciados por termos colocado duas cargas de cascalho em frente à uma propriedade. E,  no final de 2018, veio a condenação: cinco anos sem poder concorrer e uma multa de R$ 5 mil. Mas jamais haveria perda de cargo nessa condenação. E o presidente da Câmara (vereador Chico Senger, que presidiu o Legislativo em 2019) me comunicou na metade de 2019 que eu deveria deixar o cargo imediatamente. E eu disse: por que vou deixar, se está afastada essa possibilidade? Explicamos a situação, mas ele se aliou à oposição e agora viraram todos companheiros contra a Administração. E no final do ano, ele não vendo outra solução, assinou ele mesmo um decreto induzido pela sua assessoria jurídica para que eu deixasse o cargo. Claro que não acatei. Daí foram no Ministério Público e até que conseguiram uma ordem do juiz para que eu me afastasse da prefeitura”, explicou.

RETORNO – Assim, segundo Paulo, “recorremos dessa decisão e conseguimos no STJ um efeito suspensivo, pelo qual voltamos a administrar. Mas agora veja só o prejuízo para o município, pois passaram o ano inteiro em função de uma cassação só por ‘disputa de beleza’ do presidente aliado à oposição. Imagine cassar um prefeito por causa de duas cargas de cascalho de doze anos atrás. Mas retornei e agradeço a todo o apoio que recebi, tanto da comunidade como dos prefeitos da AMM e do MDB da região”.

MDB NO ROLADOR – Sobre o seu partido no município, Paulo ponderou: “No Rolador estão acontecendo aberrações. Como pode um presidente do partido comemorar a cassação de um prefeito do mesmo partido? Por isso eu digo: o MDB está se terminando no Rolador. Continuo no MDB devido ao Governo do Estado e do trabalho com o Juvir Costella, pois temos demandas como as estradas RS-168 e a RS-165, assim como temos outros companheiros bons no partido, citando os deputados Márcio Biolchi e Darcísio Perondi. Não é o momento de sair, mas, no Rolador, o partido tem que ser repensado, e essas pessoas têm de sair do partido para o MDB renascer de novo no município”, salientou.

SITUAÇÃO DO CORONAVÍRUS – Acerca da situação de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), Paulo explicou: “Retornamos numa hora difícil. O coronavírus afeta o mundo inteiro, e no Rolador não é diferente. Estamos tomando as devidas providências para minimizar esse surto e evitar que chegue em nosso município. Por isso, estamos providenciando cestas básicas para distribuir para as pessoas carentes, pois poderá ocorrer falta de alimento. E peço que as pessoas fiquem em casa e que só se desloquem para os postos de saúde em caso de emergência, permanecendo em casa o máximo possível para que consigamos fazer a nossa parte”.

AULAS SUSPENSAS – Conforme o Chefe do Executivo, as aulas da rede municipal de ensino serão suspensas a partir desta nesta quinta-feira, medida que vem sendo adotada na grande parte dos municípios gaúchos. Da mesma forma, Paulo também solicitou para que as pessoas evitem aglomerações e tenham cuidados com reuniões como cultos religiosos: “Pedimos que os cultos ou não sejam realizados ou que sejam feitos ao ar livre. Todas as ações são necessárias para evitarmos o contágio e transmissão do coronavírus em nosso município”, finalizou o prefeito.

Fonte: Rádio São Luiz

Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz