COVID-19: São-luizenses no exterior relatam a situação da pandemia em seus países

Nesta quinta-feira, a Rádio São Luiz ouviu o relato de dois são-luizenses que atualmente moram no exterior para saber como está a situação de enfrentamento do novo coronavírus em suas cidades.

NOVA ZELÂNDIA – O engenheiro eletricista Tainan Soares, que atualmente reside na cidade de Auckland, na Nova Zelândia, relatou como está a situação enfrentada pela população do país da Oceania. Conforme Tainan, “temos 20 casos confirmados com o vírus. A primeira-ministra solicitou que todos os estrangeiros visitantes do país se isolassem por 14 dias e, caso fosse descumprido, seria deportado imediatamente. É uma medida cautelar para evitar a vinda de novos casos de outros países”, explicou.

Conforme o são-luizense, “o governo também entendeu que as empresas estariam sofrendo por causa da parada, e, por causa disso, injetou mais de R$ 12 bilhões de dólares no mercado para ser encaminhado aos trabalhadores, visando que os mesmos consigam se sustentar e também auxiliar as empresas. Essas medidas, por enquanto, estão previstas até maio”. Segundo Tainan, as pessoas estão colaborando, não estão saindo de casa, somente aquelas que precisam cumprir com suas obrigações”.

ESPANHA – O também engenheiro eletricista Breno Hastempflug Wottrich, Diretor Global de Desenvolvimento de Negócios da empresa Prodiel, uma das líderes no mercado de construção de usinas solares, reside há dos anos em Sevilha, na Espanha, e relatou como foram as últimas semanas de pandemia vivida na Europa: “A situação está tranquila, mas ainda assim, preocupante. Nas últimas estatísticas de ontem estávamos com cerca de 14 mil casos confirmados de coronavírus e mais de 700 mortes. As empresas já cancelaram todo o trabalho nas fábricas, escritórios e construções, mandando seus colaboradores trabalhar em casa. Isso foi recentemente, pois há uma semana ainda estávamos em uma situação normal, com casos isolados, mas o cenário evoluiu de uma forma muito rápida, vindo a crescer com o aumento de mais de 200 casos por dia e culminando no aviso do presidente do Estado de Emergência na Espanha. Com isso, foi permitido às empresas dispensar o pessoal para trabalhar de forma remota, ou teletrabalho, como se chama por aqui. Da mesma forma, está sendo proibida com muita veemência qualquer saída na rua pelos cidadãos. Para sair de casa, só para ir em mercado, hospital ou por alguma emergência, senão o cidadão poderá ser multado em uma quantia que compreende a cerca de 100 mil reais”, explicou Breno.

Conforme o engenheiro, além da crise sanitária, a Espanha também prevê uma grande crise econômica, ainda sem noção do impacto que terá no futuro. “Já se prevê um grande impacto na economia europeia, pois no final do dia as empresas estão tendo de parar, e o comercio já parou porque não recebe clientes. Medidas estão sendo tomadas para aliviar a situação, mas ainda é incerto o resultado. Recentemente na Espanha foi aprovada a injeção do correspondente a 500 bilhões de reais para reativar a economia e dar um pulmão às atividades, mas ainda é pouco face às incertezas quanto ao tempo em que a economia ficará estagnada”, ponderou.

ABASTECIMENTO DE ITENS BÁSICOS GARANTIDOS – No entanto, segundo Breno, o abastecimento de itens básicos na Espanha segue funcionando normalmente, não havendo a falta de insumos de higiene e alimentação nos supermercados. “O governo está garantindo que não falte alimentos e suporte à população nessa crise sanitária que vive toda a população europeia”, finalizou o engenheiro.

Fonte: Rádio São Luiz

Fotos: Arquivo Pessoal/Divulgação