Grupos de Mulheres de Pirapó fortalecem organização comunitária com troca de experiências

(Foto: divulgação)

Elas são um importante alicerce na organização social e comunitária e na promoção da saúde e da segurança e soberania alimentar

Desafiadas a colocar em prática o que aprenderam em oficinas e encontros, as integrantes dos oito grupos de mulheres de Pirapó mantiveram-se unidas mesmo distanciadas no período de isolamento social em função da Covid-19. Foi através do celular que seguiram os momentos de aprendizado e de troca, o que inspirou resultados no cuidado com as hortas e pomares, na produção de artesanato e de novas receitas com alimentos produzidos em suas propriedades.

Peças em crochê, colombas pascoais, cuias decoradas, sabão artesanal, produção de tapetes, panificados e de materiais de limpezas foram alguns dos resultados do trabalho, compartilhados via celular, para ensinar e inspirar as demais integrantes dos grupos. A extensionista da Emater/RS-Ascar, Maclaine Cezar da Silva, conta que o desafio foi lançado, em parceria com a Secretaria da Saúde e o Centro de Referência em Assistência Social (Cras), para que os trabalhos que normalmente são realizados em encontros periódicos pudessem seguir, mantendo a união destas mulheres, que são um importante alicerce na organização social e comunitária e na promoção da saúde e da segurança e soberania alimentar.

Filha de produtores rurais e agente de saúde, Daniela Schmidt Klein destaca a importância de manter a vivência em comunidade. “Esses aprendizados são muito bons, sempre alguém tem algo pra acrescentar. Eu posso não saber fazer algo, mas a outra pessoa sabe, e juntas, podemos aprender e construir grandes trabalhos, o que é maravilhoso”, afirma. Daniela aproveitou o período de quarentena para produzir colombas pascoais, aprendizado vindo de encontros do grupo. “São muitas atividades que realizamos com o Grupo Inove, criado com a Secretaria de Saúde, a Assistência Social e a Emater, com o envolvimento dos agentes de saúde, que ajudam a levar as informações. Hortas, podas, chás, sabão, colombas, pintura em tecido foram alguns dos temas que abordamos”, comenta.

Moradora da Linha Ijuí, a agricultora Margarida Rambo Rauber aproveitou o contato virtual com as demais integrantes dos grupos de mulheres para compartilhar os cuidados com sua horta. “Fiz minha horta para me manter ocupada e para produzir alimentos fresquinhos para o sustento da família, eu adoro lidar”, comenta Margarida, ao explicar que o manejo é orgânico para que se possa garantir uma alimentação mais saudável.

A Secretaria Municipal de Saúde, o Cras e a Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), aproveitam também as Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs), bem como contam com o apoio das agentes de saúde, para fazer com que informações técnicas e de interesse social sigam chegando às famílias do meio rural.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional de Santa Rosa