Secretaria Municipal de Saúde vê com preocupação a movimentação de são-luizenses em praças e ginásios

Clari e José Renato incentivam o uso de máscaras para evitar disseminação do vírus. (Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz)

Nesta segunda-feira (20), a secretária municipal de Saúde, Clari Ramborger, acompanhada do neurologista José Renato Grisolia, expôs a sua preocupação com o aumento da movimentação de pessoas no final de semana em São Luiz Gonzaga. Conforme a chefe da pasta de saúde, nos dois dias foi constatado um fluxo expressivo de pessoas na Praça Cícero Cavalheiro e também em ginásios de futebol society.

Ela comentou que neste momento crítico é preciso conscientização da população, pois somente com a colaboração da comunidade é que teremos os impactos da pandemia reduzidos. Clari ressaltou que existe um decreto que proíbe práticas como o futebol society e comentou que na eventual chegada do vírus e aumento de casos “não vai adiantar se revoltar contra a secretaria, o poder público e o hospital, se não fizermos a nossa parte”.

O médico neurologista, José Renato Grisolia, também externou sua preocupação e disse que as pessoas não estão acreditando nas medidas de barreira. “Sentimos que as pessoas acham que a vida voltou ao normal, mas ainda não é isso. Existem decretos em vigor”, comentou.

José Renato lembrou a importância da higienização das mãos e recomendou o uso de máscaras. O médico explicou que existe um índice de epidemiologia, o qual prevê quantas pessoas podem ser infectadas por um vírus. No caso da COVID-19, se as medidas foram adotadas, este índice pode ser reduzido para um terço, sem grande esforço.

Para reforçar a importância dos cuidados com a saúde, José Renato expôs dados que mostram que 80% dos casos serão leves, mas 15% vão precisar de internação e 5% vão adquirir o estado mais grave da doença e destes, mais da metade vai morrer, mesmo estando no ventilador mecânico. Outro dado revelado contraria a percepção que se tinha de que com o calor o vírus perderia força. O exemplo que vai ao encontro da afirmação é o de Manaus, capital do Amazonas, região bastante quente, mas que está com a saúde em colapso em virtude do coronavírus.

Fonte: Rádio São Luiz