Engenheiro agrônomo da Coopatrigo comenta dificuldades enfrentadas pelos produtores em virtude da estiagem

Plantio do milho pode ser afetado caso estiagem persista. (Foto: Isadora Neumann / Agência RBS)

O engenheiro agrônomo da Coopatrigo, Marcos Pilecco, falou nesta quarta-feira (22) sobre as dificuldades enfrentadas pelos produtores da região em virtude da estiagem. Uma delas está sendo do setor pecuário, nas pastagens. Quem plantou um pouco mais cedo, explica ele, está lutando contra a falta de desenvolvimento e contra as pragas oportunistas, que se aproveitam dessa condição de clima.

A ausência de chuva afeta também quem está às vésperas de aplicar calcário, mas não o faz para evitar o pó. O problema maior, contudo, é nos açudes menores, que estão quase secos. Isso afeta a bebida para os animais e a irrigação da safrinha, que está nas últimas irrigações, mas vê a maioria dos açudes pequenos em níveis críticos.

A projeção fica ainda mais preocupante quando se fala das próximas safras. Pilecco explica que até agosto os açudes precisam juntar água para poder garantir a irrigação do milho. Se as chuvas não ocorrerem neste período de quatro meses, a produção da cultura ficará comprometida.

Questionado sobre a produtividade da soja, o engenheiro agrônomo comentou que aguarda reunião da Comissão Municipal de Estatística Agropecuária (COMEA) para definir junto com outros colegas, mas adianta que “estamos abaixo da média dos últimos sete anos”. Toda a estiagem, que se arrasta desde novembro do ano passado, com chuvas irregulares, dificulta, inclusive, a definição da produtividade.

Fonte: Rádio São Luiz