CPERS comemorou aniversário de 75 anos na terça-feira (21)

(Foto: arquivo/divulgação/CPERS)

Diretor-geral do Núcleo Regional, Joner Alencar Marchi Nascimento, falou sobre a data e os desafios enfrentados neste período de pandemia

O CPERS, segundo maior sindicato da América Latina, comemorou, na terça-feira (21), 75 anos de existência. Em virtude da pandemia do coronavírus COVID-19, não houve encontro físico para celebrar a data.

Joner Alencar Marchi Nascimento, diretor-geral do 33º Núcleo, no entanto, destacou que os motivos para comemorar são muitos. “Temos um histórico de lutas e defesa da educação pública do Rio Grande do Sul. É um passado bonito que garante qualidade no ensino. Passamos por governos que não privilegiam a educação e estamos lá cobrando investimentos e qualidade”, ressaltou.

Sobre o atual cenário estadual, que tem aulas ministradas pela internet para evitar a disseminação do vírus, Marchi comentou que a realidade de muitos alunos não permite acompanhar as atividades on-line e que este é um problema grave que precisa ser resolvido. “As vezes o aluno não tem condições nem de comprar um cartão para colocar no celular, como vamos cobrar que ele acompanhe as atividades”, questionou.

Ele ainda falou sobre a construção de aprendizagem, que fica, na sua opinião, parcialmente comprometida, pois “o processo não acontece só com o professor, mas também com os colegas e a interação dos grupos”. Para minimizar estes efeitos, aulas de reforço devem ser realizadas.

Joner também comentou sobre a dificuldade que os professores estão passando, com desconto salarial em virtude da greve. “Faz quatro meses que o governo estadual está descontando o período de greve. Temos defasagem salarial há cinco anos e agora ele está penalizando ainda mais. Estamos na Justiça, só que devido à pandemia os processos estão todos parados”, finalizou

Fonte: Rádio São Luiz