Assalto ao Banco do Brasil, em Porto Xavier, completa um ano. Delegado Heleno relembra o caso

O delegado Heleno dos Santos e a agente Tieli Fischer foram os primeiros policiais a chegar nas proximidades da agência. (Foto: arquivo/divulgação)

Nesta sexta-feira, 24 de abril, o assalto ao Banco do Brasil, em Porto Xavier, completa um ano. O crime, que mudou a forma como a polícia passou a tratar esse tipo de ação delituosa, mobilizou forças de segurança de várias regiões do Estado e até hoje é lembrado.

O delegado Heleno dos Santos, que estava na delegacia do município e realizou o primeiro enfrentamento ao bando, falou com a São Luiz relembrando o caso. Na época, esse tipo de crime vinha acontecendo com frequência e com o mesmo modus operandi, utilizando pessoas como cordão humano.

Heleno relembra que a sequência dos fatos iniciou por volta das 13h40min, quando houve um tiroteio. A partir dali, o grupo fugiu e iniciou-se um cerco no interior de Campina das Missões, que durou 10 dias.

Logo na primeira noite, em novo tiroteio na mata, o policial militar Fabiano Heck Lunkes, de 34 anos, do pelotão de Cerro Largo, acabou morto. Heleno comentou que a grande perda serviu para mobilizar ainda mais as equipes. No cerco, três bandidos foram capturados e dois foram mortos.

Para o delegado, esse crime mudou a forma de enfrentamento, que, via de regra, acabava com criminosos fugindo. A partir desta ação, roubos a bancos diminuíram drasticamente e as ações policiais passaram a ser bem mais firmes.

Um ano depois, os bandidos que sobreviveram seguem presos. A exceção são dois que, segundo as investigações, deram apoio direto e indireto ao grupo. Contudo, para a Justiça, as provas não eram fortes suficientes. Os dois continuam respondendo processo.

“Cada um tem sua função e eu procuro fazer a minha parte. São poucos casos em que isso acontece, mas quando solta um eu procuro prender quatro de novo. Não podemos desanimar”, concluiu o delegado.

Fonte: Rádio São Luiz