Impasse entre Executivo e Legislativo de Rolador interfere andamento de projetos

(Foto: arquivo/divulgação)

Contrato de médico do município corre risco de não ser renovado

O município de Rolador vive um impasse entre os poderes Executivo e Legislativo. A Câmara de Vereadores tem devolvido todos os projetos encaminhados à casa com a assinatura de Paulo Peixoto, alegando que ele está afastado pela Justiça e que o prefeito é, na verdade, Mauro dos Santos, empossado em janeiro deste ano, após decisão da 2ª Vara Cível de São Luiz Gonzaga, que determinou, na época, o afastamento de Paulo.

O procurador do prefeito e assessor jurídico da prefeitura, Gilberto Melo, relata, no entanto, que o prefeito é Paulo Peixoto. Ele justifica sua fala, com base em decisão liminar do Desembargador Marco Aurélio Heinz, da 21ª Câmara Civil, de Porto Alegre, a qual entendeu que a decisão do afastamento foi arbitrária. Portanto, baseado nessa decisão, explica Melo, Paulo retornou ao cargo “de onde nem deveria ter saído”.

O presidente da Câmara de Vereadores, Osmar Damian, e o vereador Adriani dos Santos, contestam a fala do assessor jurídico e dizem que não receberam nenhum documento que formalize o retorno. Adriani, inclusive, disse que o que Paulo ganhou foi uma liminar para poder chegar perto da prefeitura, pois decisão anterior havia proibido o gestor de se aproximar 100 metros do local.

Sobre isso, Melo disse que solicitou certidão ao Desembargador, “a qual foi prontamente atendida e publicada no Diário Oficial da Justiça Eletrônica no dia 17 de abril”. O assessor disse que é possível que o documento ainda não tenha chegado na Câmara, mas aguarda que o presidente seja sensível e solicite novamente os projetos para que sigam suas tramitações.

Paulo Peixoto, por sua vez, disse que se trata de uma perseguição política. Disse ter sido agredido verbalmente por um vereador nesta semana e que o ato foi registrado em vídeo, que está circulando pelas redes sociais. Ele também falou que a população precisa pressionar, pois “não podem ficar na mão de pessoas que estariam manipulando o presidente”. Paulo ainda disse que um dos projetos que voltou trata sobre a renovação de contrato com o médico do município, que está às vésperas de expirar. “Inadmissível que o município fique sem médico em um momento que lutamos contra uma pandemia”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz