Impacto da estiagem na economia gaúcha pode chegar a R$ 15 bilhões, avalia Paulo Pires

(Foto: Luiz Prado/JC)

O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Paulo Pires, falou nesta terça-feira (28) sobre os impactos do coronavírus e da estiagem para o agronegócio. Sobre o primeiro, ele lembrou artigo do deputado federal Alceu Moreira, que avalia que o setor não sofreu tanto.

A justificativa é que já havia estruturação para o plantio e a colheita, o que deu certa proteção. Ademais, o mercado internacional está fluindo e o Brasil se credenciando como um grande fornecedor para o mundo. Contudo, como a pandemia afeta a todos, a economia será impactada e o agro não conseguirá sair ileso.

O principal problema, segundo Paulo Pires, está sendo a estiagem. No Rio Grande do Sul, a quebra no milho já chega a 30%, na soja, se aproxima de 50%. “Íamos produzir 20 milhões de toneladas e agora ficará em 10,5. Entre o milho e a soja, eu somaria mais de 15 bilhões de reais, que vão deixar de circular na economia gaúcha”, avalia Pires.

O presidente destacou ainda reunião com lideranças das entidades de produtores, bancadas dos deputados federais e o senador Luis Carlos Heinze, que resultou na elaboração de documento, posteriormente entregue à Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que recebeu com muita sensibilidade; mas que ainda não ocasionou o resultado esperado. Não houve até aqui, por exemplo, autorização para as agências bancárias prorrogarem custeios, parcelas de investimento que vencem neste ano, entre outros. Na avaliação de Paulo Pires, é importante que as medidas sejam atendidas para que o produtor não perca o ímpeto pelo investimento feito nos últimos anos, pois é ele quem puxa o comércio, fomentando a economia para que as coisas voltem à normalidade.

Fonte: Rádio São Luiz