Prefeito Sidney Brondani comenta novas diretrizes publicadas no decreto

(Foto: arquivo/Rádio São Luiz)

Documento é válido até quinta-feira e poderá sofrer alterações, conforme o que for publicado pelo Estado

O prefeito de São Luiz Gonzaga, Sidney Brondani, falou nesta terça-feira (28) sobre as medidas adotadas no decreto publicado ontem, que voltaram a restringir o funcionamento de academias e determinaram novo regramento para utilização de espaços públicos, como a Praça Cícero Cavalheiro. Mais uma vez, ele frisou que as ações levam em conta a orientação técnica e a proximidade e as relações que existem com Santo Ângelo, que teve caso confirmado de coronavírus no sábado.

As “medidas mais apertadas” buscam conter a disseminação do vírus, para que não haja um número excessivo de pacientes contaminados, de modo que nossa rede hospitalar possa suportar a demanda. Brondani disse que prefere pecar pelo excesso do que pela omissão. “A omissão pode causar danos à saúde e à vida das pessoas. Nessas duas opções, eu prefiro o excesso”, explicou.

O gestor falou que desde que foi feita a flexibilização do comércio, algumas pessoas entenderam isso como retorno à normalidade, o que é um risco à saúde. Ele disse que pôde constatar que a grande maioria dos empresários adotou o uso de máscaras e os hábitos de higienização dos locais, mas que também tomou conhecimento que alguns não estavam fazendo. “Se o poder público está confiando nos empresários, esperamos que seja recíproco. A demanda não é minha, é o que a situação nos impôs”, disse.

Sobre a reação dos proprietários de academias que, inclusive devem se reunir com ele na manhã de hoje, e que contam com apoio do vereador Pitti Werle, o prefeito disse que está tomando todas as decisões baseadas em orientações técnicas. “Duvido que algum gestor tome medida antipática para a população. Ninguém quer fazer isso, não faz parte do currículo, pelo contrário, buscamos tudo o que traga o bem para a população”, comentou.

“Tudo o que fiz foi em cima de dados técnicos. Já disse para eles. Se houver parecer de algum médico permitindo a flexibilização eu farei com o maior bom gosto”. “Tomara que tudo o que estamos fazendo, em dois ou três meses, possamos dizer que não precisava, mas pelo que estamos acompanhando, pela experiência de outras cidades, estados e países, temos que seguir a ciência”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz