Corte no auxílio do deslocamento de professores pode significar fim das escolas do campo

(Foto: arquivo/Leandro Molina)

A professora Rosana Caetano Dorneles, diretora da escola do campo Professora Terezinha Medeiros, de São Lourenço das Missões, falou nesta semana sobre a mudança nos critérios para repasse financeiro que auxilia professores no deslocamento para educandários do interior. A medida prevê que a partir de agora o governo pagará apenas a metade da quilometragem do deslocamento.

Como exemplo, Rosana citou a ida e volta até São Lourenço, que totaliza 76 km, mas que o Estado passou a considerar apenas 38 km, ou seja, não levou em conta o retorno.

O receio da diretora e presidente da comissão que reúne outros diretores de escolas do interior, é que inicie um processo de desistência dos docentes, pois estes terão que completar o valor com o próprio salário. “O que vai ocorrer é que o professor vai desistir de ir às escolas do campo, pois não vai compensar”, avalia.

Rosana destacou que o objetivo das escolas no interior é valorizar o campo e fazer com que o jovem permaneça no local. Em virtude dessa preocupação, a comissão organiza contatos com deputados estaduais para tentar reverter a situação. “O governo não quer ouvir nossas colocações e as consequências negativas disso tudo. Precisamos do apoio da comunidade e das lideranças”, conclui.

Fonte: Rádio São Luiz