Administrador do Hospital Roque Gonzales, que atende Caibaté e Mato Queimado, fala sobre os desafios das casas de saúde menores diante do atual cenário

(Foto: divulgação)

A pandemia de coronavírus impacta todos os setores da sociedade, mas de maneira mais direcionada os serviços de saúde. É o caso dos pequenos hospitais, que não possuem grandes estruturas, mas se reinventam para poder atender as comunidades.

Na região, um destes casos é o do Hospital Roque Gonzales, localizado em Caibaté e que atende também pacientes de Mato Queimado. Orcelei Dalla Barba, administrador da casa de saúde, destaca que a crise preocupa os gestores e exige adaptação ao novo cenário.

Mesmo com as dificuldades, ele ressalta que o corpo clínico está preparado e, inclusive, já realizou procedimentos de análise para Covid-19, todos testados negativamente pelo Lacen/RS. “Temos leitos e equipes preparadas para cuidar da nossa comunidade. Felizmente, a população está preocupada e isso contribui para o aumento dos cuidados e a consequente redução do contágio”, comenta.

A sobrevivência de serviços tão importante como esses só é possível, conforme o gestor, pelo auxílio de emendas parlamentares, dos pedágios solidários, das ajudas dos poderes executivo e legislativo dos dois municípios, de eventos como o projeto “Homens na Cozinha” e do auxílio da comunidade. Se dependesse dos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, as portas já teriam fechadas. “Os repasses do SUS não cobrem os procedimentos”, explica Orcelei.

Atualmente, o Hospital Roque Gonzales está investindo cerca de R$ 320 mil para reabrir o bloco cirúrgico e assim oportunizar mais procedimentos para a comunidade. “Estamos com uma comissão na Assembleia Legislativa pró pequenos hospitais e precisamos do apoio da comunidade, classe política e da imprensa para pleitear a reabertura”, conclui.

Fonte: Rádio São Luiz