Covid-19: médicos criam plataforma para consultas gratuitas

(Imagem: reprodução/Missão Covid)

Projeto gratuito dá o primeiro atendimento a pacientes com sintomas de coronavírus e auxilia na identificação de quem deve ou não ir ao hospital

Por meio da telemedicina, ou seja, atendimento médico por videoconferência, um grupo de médicos se reuniu para atender gratuitamente pessoas que apresentam sinais leves da Covid-19 (febre, tosse, falta de ar e dor de garganta). Criada pelo cardiologista Leandro Rubio e o oncologista Raphael Brandão, a plataforma Missão Covid-19 conecta médicos voluntários a pacientes que apresentam sintomas leves da doença e que se tornam casos suspeitos. Dessa forma, o programa ajuda a desafogar o sistema de saúde em meio à pandemia, garantindo o primeiro atendimento a essas pessoas.

As consultas são totalmente gratuitas e o usuário recebe o primeiro atendimento e as orientações necessárias de como lidar com os sintomas. Caso a pessoa relate febre alta por mais de 48 horas ou falta de ar ela é imediatamente orientada a buscar um médico presencial.

Desde que começou, em 2 de abril, o programa já registrou milhares de atendimentos a distância.

Como acessar?

O serviço está disponível via site: www.missaocovid.com.br e é necessário fazer um breve cadastro para ter acesso ao sistema.

Afinal, telemedicina é reconhecida?

O Ministério da Saúde regulamentou a telemedicina durante pandemia, de acordo com a Portaria número 467 publicada no Diário Oficial da União, em 20 de março, e que regulamenta atendimentos médicos à distância.

A medida será válida apenas durante a pandemia do coronavírus, evitando assim a  a propagação da Covid-19 e vale tanto para atendimentos do Sistema Único de Saúde como os da rede privada. As consultas deverão obrigatoriamente ser registradas com todos os dados de uma consulta presencial, como prontuário clínico com data, hora e o número do Conselho Regional Profissional do médico e sua unidade da federação.

A iniciativa trata apenas pacientes que apresentam os sintomas e não outros tipos de problemas físicos ou doenças. Os médicos podem, inclusive, emitir atestados ou receitas desde que assinem os documentos eletronicamente.

Fonte: EBC – Empresa Brasil de Comunicação