Comarca de Santo Antônio das Missões tem nova juíza titular

(Foto: divulgação/Comarca de Santo Antônio das Missões)

Na sexta-feira passada (15) assumiu oficialmente a Comarca de Santo Antônio das Missões a juíza Ana Lúcia Todeschini Martinez. Em virtude da pandemia, o ato simbólico ocorreu com público reduzido e com utilização de máscaras.

A magistrada, de 37 anos, é casada e tem um filho. Natural de São Paulo, a juíza se formou em 2005 na cidade de Jacarezinho, no Paraná. Por quase 12 anos ela trabalhou no Tribunal Regional Eleitoral paranaense, até que no final do ano passado passou no concurso para assumir como juíza substituta no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

A concretização desta etapa era um sonho e objetivo pessoal e da família. “Aqui no Rio Grande do Sul temos o celeiro de todo ensino jurídico. É um orgulho e uma satisfação imensa fazer parte do judiciário gaúcho. Sempre que tínhamos alguma dúvida jurídica sobre um caso muito complicado, o primeiro tribunal que pesquisávamos, para saber se tinha jurisprudência, era o do Rio Grande do Sul”, comenta.

Desde janeiro, a juíza Ana Lúcia estava em Porto Alegre, onde realizou o curso de formação. O período de aulas teóricas e práticas, que é longo, foi afetado pela pandemia de coronavírus, mas logo que houve a confirmação da comarca escolhida ela iniciou o processo de mudança para Santo Antônio das Missões. “Fizemos reuniões por Skype com servidores, estagiários, oficiais de justiça, para nos conhecer”, revela.

Sobre a demanda da comarca, a magistrada explica que há uma quantidade razoável de processos represados, tanto para sentença quanto para despacho. Além disso, mais de 400 estão esperando designação de audiência. A comarca ficou mais de um ano sem juiz titular, o que naturalmente ocasionou um acúmulo.

Com a questão pandêmica, não é possível realizar atos presenciais. O seguimento só pode ser dado em processos eletrônicos.

Entre as alternativas buscadas para minimizar os efeitos da pandemia, está um convênio com a OAB, para que os processos cíveis sejam digitalizados e assim os prazos judiciais possam voltar a ter uma resposta efetiva da Justiça.  Também está sendo avaliada a possibilidade de videoconferência para tentar dar andamento às audiências.

“Para fazer essa digitalização existe uma ordem de serviço, que deve ser assinada nos próximos dias, que estipula que o advogado vá até o fórum e retire – com horário agendado – a relação de processos que ele vai levar para casa e digitalizar”, conclui a juíza Ana Lúcia Todeschini Martinez.

Fonte: Rádio São Luiz