Deputado Jerônimo Goergen pretende tornar crime hediondo fraude à licitação mediante elevação arbitrária dos preços

(Foto: arquivo/divulgação)

O deputado federal Jerônimo Goergen (Progressistas) falou nesta quinta-feira (4) sobre o andamento do trabalho na câmara federal e os encaminhamentos que ele tem dado, especialmente na área da saúde. Como exemplo, lembrou que recentemente destinou, em emendas individuais, quase R$ 2 milhões para o município de São Luiz Gonzaga.

Outra ação tomada pelo deputado logo no início da pandemia foi conseguir 70 mil litros de álcool para produção do álcool em gel e envasado, que foram distribuídos para hospitais públicos. A medida emergencial, como lembra Goergen, foi para “estabilizar o suprimento nas casas de saúde, que viviam a falta do insumo”. Ontem (3), o político disse ter conseguido, com o Itaú, 200 mil máscaras, que serão distribuídas para passageiros do transporte intermunicipal e da região metropolitana, como medida de prevenção ao contágio pelo coronavírus.

A ação mais enérgica tomada pelo parlamentar nestes meses de isolamento e teletrabalho também é diretamente relacionada à saúde, pois trata-se de proposta da aplicação de penas mais graves àqueles que estão falsificando remédio. Goergen lembrou que na região de Casca, foram presas duas quadrilhas que falsificaram a vacina contra a gripe. “Felizmente o conteúdo das vacinas não trouxe maiores efeitos colaterais, mas ainda é muito grave o fato de pessoas ganharem dinheiro em cima da população desempregada face a uma pandemia”, disse.

Goergen disse que encaminhou proposta para tornar crime hediondo fraude à licitação mediante elevação arbitrária dos preços. Contudo, segundo ele, está com dificuldades de conseguir as assinaturas. “A impressão que tenho é que no congresso essa gente tem muito apoio de políticos. Me decepcionou a bancada do PT, que disse que ser contra alterar o código penal”, reclamou o parlamentar.

Por fim, ele disse que há uma projeção de que os trabalhos em Brasília retornem em julho, contudo ainda é precipitado afirmar, justamente pelo fluxo de deputados que pode aumentar o risco de disseminação da Covid-19. Até lá, o deputado, assim como os demais parlamentares, seguem trabalhando de casa.

Fonte: Rádio São Luiz