Capitã Liliane fala sobre atuação da Patrulha Maria da Penha em São Luiz Gonzaga

(Foto: divulgação)

Oficial do 14º BPM também destacou campanhas para denunciar agressores

A capitã Liliane Engers Fracalossi Frohlich, do 14º Batalhão de Polícia Militar, falou nesta sexta-feira (3) sobre a Patrulha Maria da Penha. Criada em 2012 e hoje atuando em dezenas de municípios do estado, a patrulha está operando em São Luiz Gonzaga desde abril deste ano.

O efetivo é formado pelas autoridades policiais e conta com apoio de outras entidades do município como o Condemulher, que juntos formam uma grande rede de proteção. Segundo a oficial, entre os objetivos da patrulha está a orientação, prevenção e oferta de ferramentas para que as mulher vítimas de violência consigam romper o ciclo e denunciar o agressor.

A fiscalização das medidas protetivas de urgência também faz parte da rotina deste efetivo. Ontem, por exemplo, em uma dessas fiscalizações, se depararam com o agressor na casa da vítima. Ele foi preso em flagrante e após emissão de uma certidão de vulnerabilidade teve a prisão preventiva decretada. “Essa ação mostra a importância do nosso trabalho de campo”, comentou Liliane. Ela ainda acrescentou que a ação não se restringe à fiscalização, mas ao encaminhamento para apoio psicológico e, em alguns casos, até de alimentos.

A importância deste trabalho da Brigada Militar ganha mais importância neste período de pandemia. Dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública mostram um aumento dos índices de violência por causa do isolamento. Liliane explica que agora os agressores estão mais tempo em casa, o que dificulta a vítima denunciar.

É pensando nessa mudança de horários de órgãos públicos e dificuldade para denunciar que foram criadas as campanhas “Sinal Vermelho” e “Máscara Roxa”. Ambas devem contar com apoio das redes de farmácia, que podem se voluntariar entrando em contato com a Brigada Militar. A primeira consiste na vítima desenhar um “x” na mão ou em um papel e entregar ao atendente. Ele saberá que aquela pessoa precisa ser acolhida. O mesmo ocorre com a “Máscara Roxa”. A vítima deve pedir ao funcionário um máscara roxa e, com esse código, ele entenderá que a mulher precisa de ajuda.

A capitã Liliane comentou ainda que os telefones 180, 190 e 0800 541 0803 (telefone lilás) são canais que as vítimas de violência também podem contatar. É importante que elas tenham consciência que a ajuda existe e que não ficarão desamparadas. Denuncie!

Fonte: Rádio São Luiz