Delegado Afonso Stangherlin alerta para golpes virtuais que estão ocorrendo na região

(Foto: Arquivo/Rádio São Luiz)

O delegado de polícia e chefe da 27ª Delegacia de Polícia Regional, Afonso Stangherlin, falou nesta quinta-feira (9/7) sobre dois golpes comuns que têm sido registrados na região. As táticas criminosas usam redes sociais para extorquir dinheiro das vítimas.

A primeira, que ontem, inclusive, foi registrada em Caibaté, ocorre quando a vítima, geralmente homem, recebe a solicitação de amizade de uma jovem. Nas conversas, o homem é incentivado a enviar imagens íntimas e após fazê-lo é contatado por alguém que se diz policial civil. Esse falso agente solicita dinheiro e diz que se a vítima não pagar ela será denunciada por pedofilia.

Afonso alerta que é absolutamente impossível que um policial faça esse tipo de exigência e orienta que a vítima procure a delegacia. Levantamento preliminar indica que esse golpe ocorre por intermédio de presidiários e suas companheiras.

Outro golpe aplicado é o de pessoas que se apropriam do perfil no Facebook de alguém e passam a enviar mensagens para a lista de amigos pedindo dinheiro. “Esse golpe ocorreu recentemente em Santo Antônio das Missões. A orientação é que se algum amigo pedir dinheiro pela rede social, ligue para ele”, comentou Afonso.

A lista de crimes comuns ainda inclui fraudes no auxílio emergencial. “Toda semana temos registrado ocorrências de pessoas honestas que vão na delegacia informando não ter solicitado o recurso, mas que estão com o nome na lista. Quando consultamos, descobrimos que a solicitação foi feita em outro município como Porto Alegre e São Paulo, por exemplo”, explica o delegado. O policial ainda comenta que este crime é contra o orçamento da União e por ser um crime federal é encaminhado para a Polícia Federal. Há casos também de pessoas que solicitaram o auxílio, mas outra fez o saque. Neste caso, explica Afonso, ainda paira dúvida se a Caixa ou o governo vão ressarcir e, portanto, passaria a ser crime federal, ou se a pessoa física que sofreu o golpe terá que arcar com o prejuízo e, neste caso, a atribuição ficaria com a Polícia Civil.

Draco perto de completar um ano

Na oportunidade, o delegado também comentou os bons resultados que a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) está tendo desde sua instalação, em agosto do ano passado. “Se nós não tivermos órgãos especializados que possam fazer esse enfrentamento regional e estadual, estaremos ‘enxugando gelo'”. “A diferença é que a Draco não está atuando só na investigação e prisão por tráfico, mas também para descapitalizar esses criminosos”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz