Prefeito Sidney Brondani comenta a manutenção da bandeira laranja em São Luiz Gonzaga

(Foto: arquivo/Rádio São Luiz)

Gestor também falou sobre críticas recebidas e medicamentos para o tratamento precoce da doença

O prefeito de São Luiz Gonzaga, Sidney Brondani, falou hoje (14/7), sobre a reconsideração do governo do estado em manter a classificação de risco da região na bandeira laranja. Ele iniciou comentando críticas que recebeu nas redes sociais sobre a decisão de recorrer. “A crítica é normal, principalmente no ano de eleição e partindo de quem ajuda pouco e critica bastante”, disse ele.

Brondani reforçou que a região não evoluiu na classificação de risco devido ter uma situação melhor, inclusive, do que quando foi elevada para bandeira vermelha. “Tínhamos feito um estudo da situação e vimos que os dados apresentados pelo governo não condiziam com a realidade. Entendemos que são muitos dados a serem compilados e podem sofrer equívocos”, justificou.

O prefeito também disse que quando o município esteve na vermelha e os dados eram compatíveis “aceitou tranquilamente”. “Nós não negligenciamos o sistema de distanciamento controlado. Tivemos medidas drásticas no início e apenas por duas vezes, por termos dados divergentes, fizemos a contestação”. “Não entendo, sinceramente, as críticas feitas por esse pessoal. Tenho certeza que são minorias. As mesmas minorias de sempre”, argumentou.

Polêmica sobre medicamentos

Sobre o termo de ajustamento de conduta (TAC) encaminhado ao Ministério Público Federal, cujo objetivo é garantir que os municípios possam disponibilizar para os médicos medicamentos a serem utilizados no tratamento precoce da Covid-19, Brondani ressaltou que já existem exemplos de municípios da Serra e Litoral que estão utilizando, com protocolos assinados por médicos. O gestor disse ainda que o tratamento precoce já demonstrou – nos locais em que está sendo utilizado – uma redução na escalada para as formas mais graves da doença. Além disso, insistiu que são medicamentos conhecidos da comunidade médica.

“O que nós estamos fazendo é fornecer aos médicos o que eles já estão receitando. Cabe ao prefeito fornecer. O prefeito não vai dar a receita, quem sabe disso é o médico”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz