“O cooperativismo é a grande arma do pequeno produtor”, destaca Paulo Pires

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Presidente da Fecoagro falou sobre seguro rural e a proposta de reforma do governo estadual

O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Paulo Pires, falou nesta semana sobre como o setor rural está passando por este período de pandemia e as demandas que vêm sendo pleiteadas nas esferas estadual e federal. A primeira constatação que se faz é que economicamente o agro tem se saído bem nessa crise sanitária, principalmente se comparado a outros segmentos comerciais.

“A situação está longe da normalidade. Muitas pessoas estão perdendo a vida e o coronavírus é coisa séria”, comentou Paulo. Contudo, apesar das dificuldades, “o agro, atividade essencial, pôde manter seu ritmo”, acrescentou.

Uma das grandes armas do pequeno produtor – neste e em outros tantos momentos – é o cooperativismo. “É a cooperativa que torna ele competitivo e a essência do cooperativismo é proporcionar isso”, explicou o presidente.

Uma das tratativas da Fecoagro nesta semana era a diferenciação no seguro rural. Paulo explicou que estão buscando junto ao Ministério da Agricultura uma forma de analisar melhor a condição de risco dos produtores que tem mais tempo dentro das cooperativas. O entendimento é que é preciso dar melhores condições de pagamento pelo histórico dos clientes, os quais, na maioria das vezes, têm uma trajetória de mais de 50 anos no ramo e com isso podem oferecer uma análise de produção com base neste fato.

Outro ponto é tentar agilizar para que os interessados possam ter conhecimento do texto da reforma do governador do estado. Paulo explicou que mesmo que a proposta seja taxar alguns insumos – e mesmo que esse valor não seja alto – qualquer suba vai impactar muito na produção. “Milho, trigo, arroz, são todas culturas com baixa rentabilidade e qualquer porcentagem terá um impacto enorme”, avaliou. A expectativa é debater o assunto com o governador Eduardo Leite, contudo, conforme o próprio presidente – que estava em Porto Alegre no dia da entrevista – constatou, o jeito será realmente buscar soluções por meio virtual. “A cidade está parada”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz