Violência contra crianças pode ter aumentado devido ao isolamento social

(Imagem ilustrativa/Divulgação)

Delegada Tanea comenta que grande parte das denúncias chegavam por meio da observação das escolas

A delegada Tanea Regina Bratz, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, comentou recentemente sobre a preocupação com a ausência das aulas presenciais e como isso pode contribuir para o aumento da violência contra as crianças. Ela explicou que grande parte dos casos chegavam através das escolas. “Estamos apreensivos, sabemos que a violência continua e talvez até mais intensa pelo convívio mais frequente”, comentou.

Tanea destacou que a comunidade tem papel importante e que pode auxiliar denunciando. Canais como o disque 100, que recebe chamados de violência contra vulneráveis, o 180, mais específico para casos de violência doméstica e o 188 do Centro de Valorização da Vida (CVV), são importantes ferramentas. A delegada ressaltou que as ligações têm absoluto sigilo, mas fez a ressalva quanto aos trotes, que insistem em ocorrer. “Se provar que há crime de denunciação caluniosa, por exemplo, podemos representar pela quebra do sigilo para responsabilizar a pessoa que está fazendo mau uso desses instrumentos”, explicou.

Na avaliação da delegada, que também atua no Papo de Responsa, este é um momento que exige cuidados com a saúde mental. “Precisamos analisar questões internas e procurar ajuda. É importante a autorreflexão e a busca pelo autoconhecimento para que possamos sair mais fortalecidos deste momento”, avaliou.

A delegada colocou-se à disposição para escolas que desejem um “papo virtual” para professores ou grupos de alunos. “Não temos a pretensão de ensinar, mas compartilhar vivências”. Tanea ainda recomendou que as pessoas preencham o vazio do momento com boas leituras, bons filmes, atividade física e não esqueçam que “droga não preenche vazio algum”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz