Presidente da Fecoagro fala sobre preços da soja, que continuam subindo

(Foto: Divulgação)

Paulo Pires lembrou que o bom momento também é vivenciado por outras culturas

O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Paulo Pires, destacou nesta quarta-feira (12/8) que um dos fatores que tem influenciado na alta da cotação da soja, que hoje oscila na casa dos R$ 115,00, é a desvalorização cambial. Com o dólar batendo em R$ 5,42, os preços agrícolas foram todos “puxados”.

“O preço da soja passa por muitas variáveis e a precificação, num contexto mundial, é muito dinâmica. É por isso que cada vez menos estão prevendo o futuro. Muita coisa influência”, destacou. Para ilustrar o bom momento, Paulo acrescentou que o custo da produção subiu 9,9% em relação ao ano passado, mas em compensação o preço subiu 51% no mesmo período.

O bom momento de preços também é sentido em outras culturas. O exemplo foi de que o trigo está perto de R$ 60,00, o milho entre R$ 49,00 e R$ 50,00 e arroz, antes bastante desvalorizado, está perto de R$ 70,00. O presidente, no entanto, alertou que apesar dos preços extraordinários, o produtor tem que ter consciência que assim como tiveram fatores que fizeram o preço subir, há conjunturas que podem fazer baixar novamente. A pandemia de coronavírus é um destes fatores.

Duas boas notícias para o setor e a economia também foram lembradas por Paulo Pires. A primeira foi a aprovação da lei de cabotagem (navegação entre portos do país sem perder a costa de vista), que vai reduzir os custos de navegação. A segunda, o reconhecimento de que o Rio Grande do Sul é considerado zona livre de aftosa. “Há uma euforia, pois é uma avanço grande no sentido de que vamos abrir mercado no mundo todo”, destacou.

Fonte: Rádio São Luiz