Rodrigo Veleda confirma pré-candidatura na majoritária. Com isso, disputa em São Luiz Gonzaga deve ficar entre duas frentes

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Com a confirmação, corrida ao executivo em São Luiz Gonzaga terá o PT contra a coligação MDB, PP, PSD e PDT

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Luiz Gonzaga e pré-candidato da sigla ao executivo, Rodrigo Veleda, falou nesta quinta-feira (13/8) sobre a negativa do partido para fazer parte de uma ampla aliança e o consequente consenso em torno da atual administração. Ele disse que a proposta foi levada pelo MDB e rejeitada no dia 11/8 pelo diretório petista, que decidiu manter a pré-candidatura própria.

“O que existiu foi uma proposta de projeto pela reeleição do atual prefeito. O processo democrático – que precisamos preservar – traz o pluripartidarismo, debate de ideias e não podemos tirar do povo a participação nesses processos. A comunidade tem que participar desse debate público. Não podemos sentar entre quatro paredes e decidir o futuro sem a participação da sociedade”, argumentou.

Veleda falou que os partidos que formam a chapa pela reeleição estão no poder há 16 anos e que o PT precisa dar a possibilidade de a sociedade escolher entre propostas distintas. “Nós enxergamos uma série de questões que precisam ter novo rumo. Nesse cenário de crise mais ainda”, destacou.

Ele admite a possibilidade de uma candidatura “pura”. Houve o início de uma tratativa com o PDT, partido que consideram estar dentro de um arco de alianças em nível nacional, mas não teve andamento. O próprio MDB, ao fazer a proposta, já indicou que PDT estaria na coligação (MDB, PP, PSD e PDT) que terá Sidney Brondani e Piti Werle.

“O PT está preparado para apresentar sua candidatura como fez nas últimas eleições. Vamos definir agora o nome de um pré-candidato a vice e nos colocar contra os demais que tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram”, disse Veleda.

Por fim, Veleda comentou que a nominata do partido para concorrer ao legislativo já tem de 10 a 12 nomes e alguns outros que ainda devem confirmar. Ele também falou sobre a situação atípica por causa da pandemia e frisou a necessidade de novas estratégias para campanha caso o cenário não mude. “Em momento algum tivemos uma postura negacionista da gravidade dessa crise, ao contrário do que foi feito por agentes políticos dos partidos que integram essa coligação que vamos enfrentar. Minha preocupação não é tanto na majoritária, pois essas acabam tendo maior espaço na mídia para o debate de ideias, o que efetivamente me preocupa é a do legislativo. Sabemos que sempre é mais pessoalizada e já estamos orientando nosso pessoal com relação a isso”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz