Supervisora Regional de Agricultura comenta avanço da tecnologia desde o último caso de febre aftosa no estado

(Foto: Divulgação)

Franciele Menna Barreto tranquilizou produtores e destacou que aparato científico e tecnológico hoje é capaz de identificar e isolar o foco – caso ocorra – muito rapidamente

Na semana passada, o Rio Grande do Sul recebeu do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a confirmação como território livre de febre aftosa sem vacinação. A supervisora da 17ª Supervisão Regional, Franciele Menna Barreto, avalia que a notícia, por conta da seguridade, trará a abertura de novos mercados de exportação de origem animal e também vegetal.

“Vai melhorar a exportação de suínos e de aves. O bovino, que é a espécie diretamente impactada, também vai melhorar, mas a diferença é que não temos uma criação tão expressiva para ter volume que traga grande diferença para os números da bovinocultura. Nós consumimos praticamente tudo o que produzimos”, explicou a supervisora.

Franciele também comentou o receio que alguns produtores podem ter com a retirada da vacina. Ela tranquilizou explicando que os últimos focos foram há 20 e 19 anos, respectivamente. Desde então, houve aumento da tecnologia e a segurança para que o passo a frente pudesse ser dado. “O risco de haver o foco é o mesmo de quando existia vacinação. Sei da preocupação dos produtores, muitos alegam que alguns colocavam a vacina fora; outros não tinham gado registrado e não era cobrada vacina. Tinha também a entrada de animais da Argentina, mas é preciso saber que fizemos o estudo sorológico e que não existe o vírus circulando dentro do nosso território. Hoje, temos o aparato científico e tecnológico capaz de identificar e isolar o foco – caso ocorra – muito rapidamente”, detalhou Franciele.

A supervisora ainda comentou que no caso de um foco, o raio para abate dos animais não seria maior que alguns quilômetros. O que aconteceu em 2000, por exemplo, num dos últimos casos registrados, foi a dificuldade de ter agilidade no resultado laboratorial. No caso de animais de alta genética, cuja uma parte dos produtores chegou a se posicionar contra a retirada da vacina por conta do valor do bovino, que  muitas vezes supera a casa dos milhões, Franciele explicou que produtores investem e precisam investir em seguro e também na armazenagem embrionária para que a genética seja preservada.

Fonte: Rádio São Luiz