Desaparecimento de Nalita dos Santos Schorr completa um ano sem desfecho

(Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/Polícia Civil)

Polícia Civil trabalha com três hipóteses para o caso. Qualquer informação que auxilie nas investigações pode ser transmitida para o (55) 3352 8111.

No dia 23 de julho de 2019, Nalita dos Santos Schorr, 32 anos, desapareceu. A ocorrência foi registrada pela filha no dia seguinte. “Quando tomei conhecimento do fato estava em um evento sobre violência doméstica do Condemulher. Começamos a trabalhar imediatamente”, recorda a delegada Tanea Regina Bratz, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de São Luiz Gonzaga.

Um ano e um mês depois, a localização e o que de fato aconteceu com Nalita segue uma incógnita. “Todas as informações que chegavam nós averiguamos. Contamos com apoio incessante do Corpo de Bombeiros para efetuar buscas. Fizemos todas as perícias, desde luminol (reagente utilizado para encontrar vestígios de sangue), extração de dados de celular, quebra de sigilo bancário; todas essas diligências foram realizadas. Algumas ainda estão com respostas pendentes”, explica Tanea.

No mês passado, as deliberações foram encaminhadas ao Poder Judiciário. Segundo a delegada, o inquérito não foi concluído e “é preciso deixar isso bem claro”. O encaminhamento para outros órgãos da justiça e segurança tem o objetivo de buscar um novo olhar sobre o caso. “Como humano somos, podemos ter deixado passar alguma diligência que poderia ser viável”, esclarece.

A Polícia Civil trabalha com três hipóteses para o caso: homicídio, suicídio ou desaparecimento espontâneo (uma fuga). “Temos uma linha predominante, mas não descartamos as outras e continuamos a investigar e trabalhar em cima dessas diligências que ainda estão com resultado pendente. Se você me perguntar se ela ainda está viva, eu acho difícil, mas enquanto não temos a materialidade – um corpo que efetivamente prove que ela está morta – há esperança”, destacou Tanea.

A policial destaca que toda vez que chega o resultado de uma perícia ou de uma averiguação, a filha da desaparecida é colocada a par. “Nós a chamamos aqui e explicamos o que está sendo feito”. Também foi feita coleta de material genético da filha para ficar em um banco de dados do estado e ser confrontado com algum vestígio que possa surgir. “O que está ao nosso alcance está sendo feito”, afirma.

Tanea disse ainda que desde que está respondendo pela DPCA, este é o primeiro caso que fica nessa situação de desparecimento. “É algo muito raro até mesmo em nível de estado”.

“Este mês de agosto é o mês de combate à violência doméstica e não podemos descartar essa possibilidade, pois dos casos que tenho conhecimento esse tipo de desaparecimento geralmente está vinculado. Os crimes não são perfeitos e se houve crime nesse caso sempre fica algum vestígio. Se alguma testemunha, alguém tenha alguma informação que possa nos ajudar a elucidar esse caso, nos procure”, conclui a delegada.

O telefone da DPCA é o (55) 3352 8111.

Fonte: Rádio São Luiz