Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla destaca o protagonismo que “empodera e concretiza a inclusão social”

(Imagem: Divulgação)

Esta é a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla de 2020. As atividades iniciaram no dia 21 e seguem até sexta-feira (28/8) com o tema: “Protagonismo empodera e concretiza a inclusão social”.

Em São Luiz Gonzaga, uma das entidades mais atuantes neste segmento é o Centro de Equoterapia Dragões do Rio Grande (CEDRG). Presidido pela professora Junara Canabarro Nunes, o CEDRG auxilia no tratamento e autonomia da pessoa com deficiência.

Prejudicados pela pandemia, o centro não conseguiu iniciar as atividades neste ano. Houve a organização de horários, turmas, mas quando iriam começar, em março, houve o estopim do coronavírus. Muitos dos praticantes são do grupo de risco e a grande maioria mora em outros municípios.

Justamente por estar com atividades suspensas, Junara destaca a importância de falar sobre o tema. “Não é um momento comemorativo, se fosse não precisaríamos estar lutando por direitos e garantias, mas é momento de reflexão e debate de questões básicas”.

A presidente enfatiza o destaque que é dado ao protagonismo da pessoa com deficiência e que será abordado durante lives promovidas pela Apae Brasil. “A lista de palestrantes é muito interessante. Penso que será uma semana produtiva de discussão da inserção no mercado de trabalho, vida sexual, desenvolvimento, educação, direitos, deveres. São conteúdos muito bons para a comunidade em geral acompanhar”, destaca.

Junara pontua que é preciso que todos tenham conhecimento do tema para que possam saber como agir diante destes casos. “Esse tema que traz o protagonismo é importante, pois é um assunto que precisa ser debatido por todos nós. Muitos ainda têm ideia de que a pessoa com deficiência é dependente – claro que existem casos –, mas a grande maioria têm total condições de viver e conviver na sociedade de forma inclusa e sem depender de ninguém”, esclarece.

“Aqui na escola (Junara também é diretora da Escola Amália) procuramos trabalhar a inclusão no sentido de não supervalorizar o atendimento educacional especializado. A gente procura ver o aluno no todo e incluído na sua turma. Penso que quanto mais refletirmos e discutirmos o tema menos a chance de agirmos de forma inadequada”, concluiu.

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Fonte: Rádio São Luiz