Situação da Emater é debatida em audiência pública

(Imagem: Divulgação)

Entidade passa por grave crise

Audiência Pública realizada em conjunto pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos e a Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa na semana passada, proporcionou o debate sobre a Emater e a assistência técnica e extensão rural que o Rio Grande do Sul precisa para gerar desenvolvimento. Com 65 anos, uma das instituições mais importantes para a agricultura familiar do Rio Grande do Sul, enfrenta grave crise.

Com mais de 200 lideranças e três horas de debates, a audiência enalteceu a confirmação do contrato do estado com a Emater e levantou como desafios a necessidade de reafirmar o tipo de desenvolvimento que a Emater deve fomentar, a valorização dos servidores, a necessidade de interação com outras instituições como Institutos federais, universidades, cooperativas, e famílias de agricultores assistidos, o reforço da interação entre a Assistência Técnica e a Extensão Rural, a necessidade de mais investimentos em recursos humanos e materiais e por último a produção de alimentos saudáveis que é o que o povo precisa para restabelecer a segurança alimentar.

“Elaboraremos um texto para a contribuição ao trabalho da Emater, que deve ser encaminhado ao governo e a todos os participantes da audiência”, disse o presidente da Comissão de Segurança e Serviços Públicos, deputado Jeferson Fernandes (PT), que destacou que a Emater não faz extensão rural sozinha, mas acaba sendo guia dada a importância da agricultura familiar. “Entendemos que neste momento de grandes turbulências nas áreas da economia, social e da saúde é importante escutarmos qual o projeto de Emater que o Rio Grande do Sul precisa”.

De acordo com os participantes da Audiência Pública, o cenário é preocupante para os agricultores do Estado, que, desde o final de 2019, tiveram que conviver com uma das piores estiagens da história e, desde março, a pandemia do novo coronavírus. Concomitante a essas duas situações, entidades do setor defenderam que o processo de desmonte na Emater/Ascar, empresa do governo do Rio Grande do Sul responsável pela promoção de atividades de extensão rural, precisa ser freada.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do RS