Associados Coopatrigo tiveram palestra on-line sobre como diminuir riscos do plantio de soja em ano de La Nina

(Imagem: Divulgação/Coopatrigo)

Na terça-feira passada a Coopatrigo, em parceria com a Basf, realizou um importante evento técnico voltado para os seus associados participativos. Como ainda não pode promover eventos com grande número de pessoas, as informações foram repassadas através de uma palestra on-line, onde os associados participativos receberam o link para acesso.

A palestra “Como diminuir os riscos do plantio de soja em ano de La Nina” foi proferida pelo professor doutor e Agrometeorologista Paulo Cesar Sentelhas da USP, o qual repassou dados comparativos dos impactos dos fenômenos climáticos na produção agrícola, em anos de La Nina. Segundo o professor, na atual ocorrência do fenômeno “já estamos sentindo os efeitos onde no trimestre de agosto a outubro ocorreu uma diminuição média das chuvas de 64%, sendo que outubro está sendo o pior mês com diminuição de 91% da média de chuvas”. A análise da região de abrangência da Coopatrigo aponta perdas para as culturas do trigo, canola e milho.

Para o próximo trimestre novembro, dezembro e janeiro a tendência é a mesma, com um diferencial que no mês de novembro poderemos ter bons volumes de chuvas, o que seria bom para o plantio da cultura da soja, já que o mês preferencial de plantio na nossa região é justamente o mês de novembro.

Diante de todas estas informações e comparações, o professor Paulo Cesar Sentelhas disse que o retardamento da semeadura da soja pode ser benéfico para a cultura já que no histórico das ocorrências de La Nina as áreas com plantio mais no tarde foram menos impactadas pelo déficit hídrico.

A palestra online teve a coordenação do RTV da Basf, Gerônimo Menegon, do coordenador técnico da Coopatrigo, Marcos Aurelio Pilecco e o responsável técnico das Sementes Coopatrigo, Fabio Hauschild.

Marcos Aurélio Pilecco disse que o encontro trouxe informações importantes e de acordo com aquelas recomendações que a área técnica da Coopatrigo já está repassando para os cooperados que são: um bom manejo de dessecação, utilização de sementes de qualidade com tratamento industrial, plantar em velocidade adequada, evitar concentrar grandes áreas de plantio em um único período e utilizar-se de todas as tecnologias existentes no mercado que garantam um bom desenvolvimento da cultura com sanidade e potencial produtivo.

Por Roberto Marques – Assessor de Comunicação Coopatrigo