José Antônio Caetano Braga fala sobre o processo que lhe tirou do pleito e a vitória obtida no TRE

(Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz)

Ele comemorou a vitória, mas não adiantou qual será seu futuro político. Disse apenas que sua vida pública só ocorre em São Luiz, descartando a possibilidade de concorrer em qualquer outra esfera fora da municipal

O ex-vereador José Antônio Caetano Braga falou hoje, 12, no programa Olho Vivo, sobre os motivos que lhe afastaram do pleito do ano passado. O político lembrou que por causa de um apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) relativo ao ano de 2013, quando era presidente da câmara de vereadores, o juízo local indeferiu sua candidatura.

“Para minha surpresa fui informando dia 12 ou 13 de outubro que existia um apontamento com relação a minha gestão no ano de 2013. O TCE, de 2008 para cá, informou que passaria a apontar gestores que passassem pela câmara e não começassem o processo de criação do quadro de funcionários (telefonistas, assessor de plenário, entre outras pessoas que trabalham na câmara)”, relembrou.

Braga reforçou o seu entendimento de que havia de fato um problema administrativo, mas não havia dolo (crime) e que “houve dois pesos e duas medidas” no julgamento, pois o apontamento ocorreu relacionado ao ano de 2013 e não ao de 2015, quando ele igualmente presidiu a casa e, em tese, também teria incorrido na mesma situação.

“Entrei com recurso em Porto Alegre e havia a previsão que até o dia da eleição seria divulgado o resultado; meu advogado achava boa a perspectiva. Para minha surpresa, antes, o vereador Reni, que se encontrava em situação muito semelhante, teve injustamente o recurso rejeitado por 3 a 0. Eu, naquele momento, por entender que era muito parecido, decidi não concorrer”, relembra.

O ex-vereador disse que na época ligou para o seu advogado e foi informado que se decidisse concorrer seu nome iria para a urna, mas se houvessem votos suficientes para ser eleito estes não apareceriam até que fosse julgado o recurso. Ele também não seria diplomado – nem mesmo com mandado de segurança. “Sofrendo, pois prestar serviço para a sociedade é algo que já está inserido no meu ser, me retirei. Fiz com dor, mas com a consciência tranquila”.

No dia 18 de dezembro, pouco mais de um mês após o pleito, o desembargador Armínio José Abreu Lima da Rosa, do Tribunal Regional Eleitoral, enfim julgou e acolheu o recurso de Braga contra a impugnação. A vitória foi por 3 a 0. “Me senti feliz e agradecido. Estou liberado politicamente e posso voltar a concorrer. Tenho minha vida pública, mas ela só ocorre no município de São Luiz Gonzaga. Se me nomearem em qualquer outro lugar eu não quero. Ainda não sabemos como será o futuro, estamos assimilando a vitória nessa empreitada difícil”, concluiu o vereador.

Fonte: Rádio São Luiz