Presidente da ONG Pé de Pano, de Santo Ângelo, fala sobre situação atual do cavalo que aparece sendo espancado em vídeo

(Divulgação/ONG Pé de Pano)

Na quinta-feira passada, 21, um vídeo circulou pelas redes sociais mostrando um grupo de pessoas espancando um cavalo. As imagens causaram espanto pela violência empregada e foram divulgadas pela Ong Pé de Pano, de Santo Ângelo, mesmo município onde o animal sofreu os maus tratos.

Conforme a presidente da entidade, Cristine Peixoto, o vídeo chegou através de denúncia de uma pessoa que estava com a guarda temporária do equino. “Tivemos acesso ao animal – era nossa primeira preocupação – e vendo que ele estava protegido levamos ao conhecimento das autoridades. Foi uma brutalidade fora do comum, passou da perversidade”, comentou.

O animal ficou com lesões e mancando. Coube à Polícia Ambiental identificar os envolvidos e o caso foi registrado na Polícia Civil. O antigo dono alegou que o grupo (pelo menos quatro pessoas) bateu para tentar conter o animal após ele tê-lo derrubado, mas admitiu ter havido exagero.

O cavalo foi recolhido e a ONG ficou como fiel depositária para que, após a reabilitação, ele possa ser adotado por uma família responsável dentro de um rígido critério. Ele foi batizado de Fanuel, “anjo da paz”, e tornou-se um símbolo na luta de proteção dos animais, pois o caso tomou repercussão nacional. Atualmente o animal passa por exames.

A ONG Pé de Pano atua principalmente em casos de exaustão e desnutrição severa por causa da tração animal. São cinco anos de atuação e mais de 200 cavalos resgatados. Uma das lutas do grupo é acabar com a tração animal nas carrocinhas substituindo pelo “cavalo de lata”, além de fomentar outra forma para que as famílias que precisam deste trabalho obtenham outra forma de renda.

Hoje existem 15 cavalos nas baias da ONG, cuja sede fica em uma área cedida pela presidente  Cristine. A manutenção ocorre por meio de doações, habilitação no Nota Fiscal Gaúcha e um repasse de R$ 2 mil da prefeitura para alimentação dos animais. O contato com o grupo pode ser feito pela fanpage no Facebook. (Vídeo da agressão)

Fonte: Rádio São Luiz