Prefeito afirma que devido ação judicial obra de recuperação na estrada do Rincão de São Pedro não pode ser realizada, mas advogado contesta

(Foto: Arquivo/Prefeitura de São Luiz Gonzaga)

O prefeito de São Luiz Gonzaga, Sidney Brondani, falou ontem, 9, sobre o impasse envolvendo a obra na estrada de acesso ao Rincão de São Pedro. O local recebeu, no ano passado, a aplicação de um estabilizador do solo com o objetivo de melhorar a trafegabilidade. O produto, no entanto, não se adequou ao tipo de terreno e o trânsito continua prejudicado em dias de chuva.

Conforme Brondani, a partir do momento em que surgiu o defeito foi realizado contato com a empresa Carpenedo & Cia Ltda – a qual executou a obra – para iniciar obra complementar. “Segundo entendimento dos nossos engenheiros precisaria de uma recuperação progressiva, ou seja, mais de uma obra para ficar completa. Seria colocada uma camada fina de cascalho; já tínhamos uma cascalheira licenciada e liberada”, comentou. Contudo, segundo o prefeito, um cidadão de São Luiz Gonzaga, por meio de seu advogado, entrou com uma ação para responsabilizar o chefe do executivo, a empresa e a prefeitura e também solicitando devolução dos recursos aos cofres públicos, estimados em cerca de R$ 900mil.

“Houve a orientação do nosso jurídico de que precisamos suspender a obra complementar até o desdobramento da ação judicial. Enquanto não houver definição nem a empresa e nem a prefeitura podem fazer nada”, justificou Brondani.

O que diz o advogado

O advogado Cláudio Cavalheiro, que representa o cidadão que entrou com a ação (cujo nome não foi divulgado), solicitou espaço logo após a entrevista do prefeito e disse que é “uma grande falácia que nada pode ser feito”. Segundo Cavalheiro, “a ação pede para apurar as responsabilidades do serviço péssimo feito no Rincão de São Pedro […], mas em nenhum momento se impediu que fossem tomadas quaisquer medidas”. “É uma interpretação que eles chegaram entre si. O cidadão é que vai ser penalizado sem manutenção da via”, observou Cavalheiro.

Cavalheiro também lembrou que a ideia de aplicar este produto no solo foi trazida ao executivo “por uma comitiva formada pelos vereadores Chiquinho Lourenço, atual secretário de planejamento, e a vereadora Ana Barros”.  “Quem convidou os vereadores para conhecer”, questiona o advogado. Ele ainda acrescenta que espera “que o MP (Ministério Público) participe desse processo e que tenha posição bastante firme”.

“O conserto pode começar agora, desde que seja 100% pela Carpenedo e que não vá uma máquina, um funcionário ou um litro de combustível da prefeitura”, afirmou.

O que diz a vereadora Ana Barros

Segundo a parlamentar, a ideia surgiu de discussão com a comunidade e foi sugerida por um empresário da localidade durante reunião com a comissão especial que ela preside. A partir da sugestão a comitiva foi até Santa Cruz do Sul e de fato constatou o bom resultado. Ocorre que, segundo a vereadora, a empresa que venceu a licitação não é a mesma que fez processo no município modelo e foi a primeira vez que a Carpenedo executou esse tipo de serviço. “No meu ponto de vista deveriam ter feito uma parte menor e avaliado, mas fizeram esse desserviço que ficou muito pior. Eu bato na tecla que precisa ser refeito”, comentou.

“Eu trato do dinheiro público com muita responsabilidade e digo para que quiser colocar suposições de forma destrutiva que nunca caloteei ninguém, nunca deixei de honrar compromisso, nunca fiz falcatrua. Minha vida é um livro aberto a quem quiser ver. A pessoa deve crescer tendo responsabilidade com seu trabalho e não querer jogar mentiras e esconder seu passado e cobrando das pessoas que estão trabalhando”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz