Por causa da seca, perdas médias nas culturas de soja da região já passam de 61%

(Imagem Ilustrativa | Foto: Diego Vara/Reuters)

São Luiz Gonzaga – O Superintendente da Coopatrigo, Marcos Pilecco, comentou nesta segunda-feira, 07, sobre os impactos da seca na área de abrangência da cooperativa. Conforme o engenheiro agrônomo, levantamento do início da semana passada calculava uma perda média de 61% na cultura da soja. O dado é atualizado semanalmente e, por isso, hoje a projeção deve ser ainda maior.

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Para resolver a situação do solo, seriam necessárias chuvas uniformes e acima de 50 milímetros. Um volume parecido com este deveria atingir a mesma região num intervalo de dois ou três dias. Só assim seria resolvido o problema de solo. Ainda assim, não seria suficiente para as culturas, os campos e as águas superficiais.

“É uma seca severa”. Marcos Pilecco compara o momento atual ao vivido em 1998, quando a estiagem foi longa. Foi um ano que chegou faltar água no Ximbocuzinho, rio que abastece boa parte da população urbana de São Luiz Gonzaga.

A particularidade deste momento é que a região já vinha com poucas chuvas desde julho do ano passado. Entre setembro e outubro de 2021 ainda ocorreram chuvas pontuais, mas já não foram parelhas. Lugares como Santiago, Capão do Cipó, Santo Antônio das Missões, São Borja e parte de Garruchos estão em condições ainda piores, pois não tiveram nenhuma precipitação nos últimos meses.

A expectativa para o mês de fevereiro ainda é de dificuldades. O mesmo para março. Conforme o Superintendente, uma dos fenômenos que explica a situação é o encontro das águas frias dos Oceanos Pacífico e Atlântico. Quando as águas do Atlântico estão quentes, os efeitos da La Niña diminuem, o que não é o caso desta vez.

Fonte: Rádio São Luiz