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Em entrevista, Paulo Pires fala sobre a campanha AgroFraterno e aborda os principais assuntos que estão impactando o setor produtivo

Paulo Pires (Foto: Arquivo/Rádio São Luiz)

Na sexta-feira, 10, o presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, recebeu o diretor da Rádio São Luiz, Luiz Oneide Nonemacher para uma entrevista que também pode ser conferida em vídeo sobre os principais assuntos em pauta na cooperativa no atual período.

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AgroFraterno

A primeira abordagem foi sobre o Dia Internacional do Cooperativismo, oficialmente comemorado em 4 de julho. Neste ano, por conta da frustração de safra, havia receio de realizar a campanha, mas os conselheiros, levando em conta os bons anos de crescimento que estão no histórico recente, entenderam que é sim possível conseguir contribuições.

“É um ano difícil, mas cada um tem um pouco para dar. A essência do cooperativismo é a cooperação. Vamos ajudar as pessoas que necessitam. A adesão é livre e nossos associados e colaboradores sempre foram solidários. Nossa intenção é criar o ambiente para poder ajudar”, destacou Paulo Pires.

Aumento do plantio de trigo

O levantamento da Emater, que prevê o maior plantio em área desde 1980, não chega a surpreender. O presidente explicou que há cinco anos vem ocorrendo aumento na área do trigo.

Neste ano, por conta da guerra entre dois grandes países produtores, especialmente a Ucrânia, a carência de alimentos e a insuficiência no mercado europeu traz boas perspectivas para o produtor. O entendimento é que mesmo com o custo recorde, os preços praticados hoje mostram viabilidade econômica, por isso o produtor aumentou a área.

“Vamos plantar a safra recorde, agora colher depende de vários fatores, principalmente o clima”, alertou.

Preços dos insumos

Paulo Pires enfatizou que a inflação não é exclusividade do Brasil. Apontou, por exemplo, que grandes economias como a dos Estados Unidos da América, onde a taxa nunca esteve além de 1% hoje está batendo na casa dos 8%, 9%.

A inflação de alimentos está ocorrendo no mundo todo. Para Paulo Pires, “a globalização, inclusive, recuou, e há, no momento, até certa proteção dos países de seus alimentos”.

Ele aponta 51% no aumento do custo, mas em contrapartida explica que para o agro o momento ainda é de suba nos preços, seja pela pandemia, guerra ou escassez, o que traz valorização dos preços. “Se vão manter ou não na hora de colher é outra história, mas o cenário hoje eu diria que é positivo para o produtor”.

Futuro

Paulo Pires concluiu reconhecendo que a seca foi um período de grande dificuldade, mas que estão olhando para frente. “A soja passou, a frustração passou, temos que juntos com o o associado olhar para frente”.

O cenário ainda é de muitas incertezas. A pandemia, a guerra, os fertilizantes, o diesel e a política são alguns dos pontos de preocupação. “Estamos no momento de muitas mudanças. Resumiria numa frase: esperar o inesperado”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz

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