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Baixo volume de chuvas impacta financeiramente a Cermissões

Foto: Cermissões/Divulgação

Após a pior estiagem dos últimos anos registradas no final de 2021 e início de 2022, novamente a região volta a sofrer com a falta de chuva.

A Cermissões, em nota, informa que os baixos índices pluviométricos nos últimos meses têm afetado diretamente a produção das usinas geradoras de energia da Cermissões, tanto a CGH (Central Geradora Hidroelétrica) no Rio Ijuízinho, em Entre-Ijuís, quanto na MCH (Micro Central Hidrelétrica) no Rio Comandaí, em Santo Ângelo.

A CGH tem capacidade de produção de 3.6 Megawatts, estando as duas turbinas em funcionamento. Segundo acompanhamento do responsável pelo setor de manutenção das Usinas da Cooperativa, Laerte Gomes de Moura, a produção de energia que ocorria em pequenos períodos do dia no mês de dezembro, foi completamente paralisada na última semana.

Divulgação/Cermissões

Na MCH, a situação se repete, uma vez que naquela central também houve a total paralisação das turbinas pela falta de água.

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Conforme o chefe do setor comercial, Anderson Sá, se considerarmos a capacidade máxima de produção das duas usinas da Cermissões, e o atual valor médio de venda de energia no mercado, o faturamento bruto mensal da Cooperativa com a geração própria seria superior a R$ 933.000,00.

O consumo de energia nesta época do ano aumenta em razão do calor e da falta de chuva, em função da maior utilização das irrigações e demais máquinas e equipamentos de refrigeração de ambientes, o que acaba deixando em alerta os setores técnicos da Cermissões, pois justamente quando o consumo aumenta, a geração própria está paralisada.

A situação somente irá melhorar se houver uma normalidade nos volumes de chuva nos próximos dias, diferente do que indicam as previsões climáticas, porém os investimentos feitos pela Cermissões em Subestações e reforços de redes têm garantido, até o momento, o fornecimento de energia aos associados e clientes.

O presidente da Cermissões, Diamantino Marques dos Santos, já adotou várias medidas de contensão de gastos, pois somente a paralização das usinas, gera uma grande queda na receita, pois mesmo não havendo geração própria, o custo de manutenção das usinas não se altera. “Não estamos produzindo e estamos gastando com as usinas, e precisamos tomar uma série de medidas para não comprometer as finanças da Cooperativa”, frisou o presidente Diamantino.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cermissões

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