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Casos de “Síndrome mão-pé-boca” são registrados em São Luiz Gonzaga

Foto: Reprodução / Kipgodi – Getty Images 

Doença comum em crianças menores de 5 anos, é caracterizada por pequenas feridas avermelhadas na cavidade oral, mãos e pés 

No mês de março, o Serviço de Epidemiologia – da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) – foi informado da ocorrência de casos com sintomas semelhantes à “Síndrome mão-pé-boca”. Desde então, o setor acompanha os casos notificados e é informado sobre novos casos registrados no hospital e nas unidades de saúde.  

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Devido ao número de casos registrados no Estado, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) atualizou e divulgou a Nota Informativa nº 21, a qual orienta sobre a síndrome e os procedimentos em relação a doença. 

Características A Síndrome mão-pé-boca (SMPB), também chamada de doença mão-pé-boca, é uma infecção viral contagiosa, comum em crianças menores de 5 anos, caracterizada por pequenas feridas avermelhadas na cavidade oral, mãos e pés. Os primeiros sintomas costumam ser dor de garganta e febre baixa, a qual desaparece em 48 horas. 

A transmissão ocorre pela via fecal/oral, por meio do contato direto entre as pessoas; por contato com fezes, saliva e outras secreções contaminadas; ou por meio de alimentos e de objetos contaminados. As lesões na pele também transmitem a síndrome. Segundo informações divulgadas, os indivíduos infectados são mais contagiosos durante a primeira semana de doença. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante, aproximadamente, quatro semanas. 

O tratamento da síndrome mão-pé-boca inclui todas as medidas utilizadas no tratamento de outras viroses: repouso, alimentação leve, ingestão aumentada de líquidos e medicamentos sintomáticos (como antitérmicos, anti-inflamatórios, anti-histamínicos, entre outros), caso seja necessário. O quadro clínico é autolimitado e geralmente melhora de forma espontânea.   

Prevenção – O risco de transmissão para a doença mão-pé-boca pode ser reduzido por meio de boas práticas de higiene. São elas:  

– Manter uma boa higiene ambiental e um sistema de ventilação adequado em recintos fechados; 

– Lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro (pois o vírus também é eliminado pelas fezes) e antes de manusear alimentos. Nas creches, é preciso ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que os profissionais não transmitam o vírus de uma criança para outra; 

– Afastar as pessoas contaminadas de suas atividades de trabalho e escola até o desaparecimento dos sintomas. Recomenda-se evitar lugares com aglomeração; 

– Lavar com água e sabão e desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (uma colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa) toda a superfície de objetos, brinquedos, paredes, interruptores, maçanetas, mesas, cadeiras, entre outros, que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes; 

– Retirar da sala brinquedos que o material seja de difícil higienização (como bichos de pelúcia e objetos semelhantes) durante o período de ocorrência do surto; 

– Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas; 

– Não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos; 

– Evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar); 

– Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir; 

-Trocar e lavar diariamente as roupas comuns e roupas de cama de doentes, pois podem ser fontes de contágio (principalmente se ocorrer secreção das lesões da pele). 

O Setor Municipal de Vigilância Epidemiológica também alerta para a importância de verificar a situação de saúde das crianças antes de realizar visitas. Nos casos registrados, foi observado que no convívio familiar ocorrem muitos casos de contaminação.   

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Luiz Gonzaga com informações do Setor Municipal de Vigilância Epidemiológica

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