Clima influencia de forma positiva o desenvolvimento da soja no Estado

Lavoura de soja em Boa Vista das Missões – Foto: Adrinei Fumagalli (Emater/RS-Ascar)

As condições climáticas observadas nas últimas semanas têm proporcionado um desenvolvimento positivo das lavouras de soja no Rio Grande do Sul. Os dados do Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira, 25, pela Emater/RS-Ascar, mostram que a soja está com 62% das lavouras em germinação e desenvolvimento vegetativo, 30% em floração e 8% em enchimento de grãos.

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Se por um lado as recentes chuvas causaram diferentes estragos nas estradas e cidades, no meio rural, a maior oferta de água contribuiu para reduzir o estresse hídrico, principalmente após períodos de forte estiagem nos últimos anos. De acordo com a Emater/RS-Ascar, as plantas de soja apresentam um desenvolvimento favorável, no entanto, as chuvas frequentes demandam cuidado no uso de fertilizantes e inseticidas, em especial, nas lavouras de milho, que já tem 25% do plantio concluído no Estado.

Diferente da soja, o milho tem sofrido mais com a forte umidade, o que tem imprimido um ritmo mais lento de plantio em algumas regiões, como a de Ijuí, por exemplo. Para o milho silagem, a extensão cultivada atingiu 94% da área previamente planejada. Continuou o processo de colheita para a produção de silagem de planta inteira, abrangendo 39% dos cultivos. Para a Safra 2023/2024, estão previstos 364.291 hectares de área cultivada. A produtividade estimada é de 39.088 kg/ha.

Outras culturas

Em relação ao feijão, o informativo da Emater/RS-Ascar aponta que o plantio foi finalizado na região Nordeste do Rio Grande do Sul, com uma área plantada de 29.053 hectares e estimativa de produtividade de 1.775 kg/ha. O arroz também se recuperou bem das chuvas e segundo o órgão, a cultura se encontra em fase vegetativa e manifesta boa tolerância ao acamamento, condição que tende a modificar-se nas próximas semanas, em função do aumento das áreas em fase reprodutiva, quando a exposição a ventos fortes pode ocasionar danos significativos.

Já a olericultura foi uma das mais afetadas pelas fortes chuvas, com fortes impactos em grande parte da produção em diferentes regiões. O alho, por exemplo, teve uma redução de produtividade nas lavouras entre 40% e 50%.

Em relação à fruticultura, a colheita das laranjas foi encerrada, mas a safra será menor em decorrência da queda de frutos, mesma situação da bergamota. A colheita dos pêssegos avança de forma devagar por conta dos eventos climáticos extremos. A colheita da uva está em andamento, e os frutos apresentam baixa qualidade, além de cachos pequenos e em número menor que o esperado no início da safra, consequência de chuvas excessivas e granizo. A produtividade deve ficar em torno de 10 t/ha. O preço varia de R$ 2,70 a R$ 6,00/kg.

No geral, as condições meteorológicas têm favorecido o rápido rebrote das pastagens forrageiras, porém algumas regiões têm apresentado produtividade menor. Em Santa Rosa, o procedimento de corte e produção de feno segue em execução. As lavouras de milho destinadas à silagem estão praticamente colhidas e revelam boas produtividades.

Dificuldades também para os apicultores. Em Ijuí, a produção de mel está muito abaixo do esperado, e há enxames pequenos e baixo estoque de alimentos nas colmeias. A situação é melhor em Santa Rosa, onde há registro de atividade constante das operárias na coleta de mel e pólen.

Fonte: Rádio São Luiz com informações da Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar