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A história de Sepé Tiaraju; morte do líder Guarani completa 269 anos

Foto: Divulgação/ Memorial da Epopeia Riograndense

Há exatos 269 anos,  no dia 7 de fevereiro de 1756, o líder guarani Sepé Tiaraju foi assassinado em local próximo à nascente do rio Vacaria, atual município de São Gabriel. Nascido na Redução de São Luiz Gonzaga, Sepé liderou a resistência dos Sete Povos das Missões contra as forças dos exércitos espanhol e português, durante a chamada Guerra Guaranítica, iniciada após a assinatura do Tratado de Madri.

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A data do nascimento de Sepé é desconhecida e seu nome de batismo cristão seria José. Conforme a história contada, Sepé se destacava por ter nascido com um lunar gravado na testa. Ele ficou conhecido pela liderança como cacique dos Mbya Guarani e por possuir posições de comando a frente das povoações das Missões-Jesuítico-Guaranis, principalmente como corregedor e alferes da redução de São Miguel das Missões.

Esses povoados, semelhantes a cidades, eram reconhecidos por terem estrutura e organização distintas do restante dos territórios colonizados por Portugal e Espanha. Na época, reconhecida como a Segunda Fase das Missões, estima-se que 30 mil pessoas viviam nas reduções localizadas na margem oriental do Rio Uruguai, no atual Rio Grande do Sul.

O território, ocupado à séculos pelos Mbya Guarani e outras etnias, tinha sido definido como pertencente à Coroa Espanhola. Porém, em 1750, o desenho da divisão colonial foi alterado com a assinatura do Tratado de Madri e a ordem de desocupação das Missões no território gaúcho.

Liderados por Sepé Tiaraju, os Guarani resistiram em defesa de sua “mãe terra”, dos seus povoados e modos de vida nas Missões. A morte do guerreiro teria ocorrido durante uma emboscada feita pelos indígenas e que não foi bem sucedida. Na fuga, o cavalo de Sepé teria tropeçado, o que provocou sua morte pelas tropas espanholas e portuguesas. Pouco depois, em 10 de fevereiro, cerca de 1,5 mil guaranis foram massacrados na Batalha de Caiboaté, encerrando a resistência missioneira.

Menos de um mês após o massacre, uma cruz de madeira teria sido erguida no local do assassinato do cacique e corregedor de São Miguel. No aniversário de 250 anos da morte de Sepé Tiaraju, a Lei nº 12.032 determinou a inscrição do seu nome no Livro dos Heróis da Pátria como herói guarani missioneiro rio-grandense.

Propostas de canonização de Sepé Tiaraju foram idealizadas, porém, não avançaram. Independente disso, o líder Guarani é reconhecido como ícone de resistência em defesa das Missões e da terra. Uma das frases atribuídas a ele é “esta terra tem dono”. Para os Mbya Guarani, Sepé teria se tornado um facho de luz a irradiar os caminhos dos sobreviventes de seu povo e na defesa dos injustiçados.

Fonte: Rádio São Luiz

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