Paulo Pires descreve debates do 35° Fórum Nacional da Soja na Expodireto

Divulgação/FecoAgro

O presidente da Fecoagro RS (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul) Paulo Pires concedeu entrevista na manhã desta quarta-feira, 12 de março, para comentar sobre o 35° Fórum Nacional da Soja, realizado nesta segunda-feira (10/03), durante a 25ª edição da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).

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Um dos mais tradicionais eventos do agronegócio brasileiro, o Fórum reúne representantes de diversas regiões e países. Neste ano, as questões climáticas, como a estiagem que afeta o Rio Grande do Sul, e desafios mudanças na geopolítica mundial foram os temas principais do evento, além dos debates sobre o cenário do mercado da soja.

De acordo com Paulo Pires, o evento serviu também para conhecer mais sobre o mercado consumidor da China, principal parceiro comercial do Brasil e destino da maioria das exportações de soja do estado. A palestra foi ministrada pelo investidor Ricardo Geromel.

Questionado sobre a questão tecnológica, Paulo mencionou os investimentos necessários em conservação do solo e no desenvolvimento na irrigação. “Precisamos colocar a irrigação como uma necessidade regional em todas as escalas”, enfatizou, sobre a mobilização política para cobrar a destinação de recursos para essa área.

O presidente da Fecoagro RS e da Coopatrigo comentou sobre os desafios enfrentados pelos produtores gaúchos e a previsão de quebra na safra da soja 2024/2025 divulgada pela Emater RS/Ascar e estimada em cerca de 17,4%, ou seja, cerca de 15 milhões de toneladas a menos que a previsão inicial.

“A questão do Rio Grande do Sul é totalmente diferente do restante do país”, afirmou Paulo Pires, ao citar os desafios relacionados ao endividamento e dos extremos climáticos consecutivos nos últimos quatro anos no estado. Segundo ele, isso demanda políticas públicas específicas para atender essas necessidades dos produtores gaúchos.

Fonte: Rádio São Luiz