Dia Internacional da Síndrome de Down: conheça a história do missioneiro que une música e inclusão

Jarbas em uma de suas oficinas de musicoterapia – Foto: Arquivo Pessoal
Assistente social e acordeonista, o missioneiro Jarbas Nadal transformou a música em uma ponte para a inclusão e para superar preconceitos. No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta sexta-feira, 21 de março, Jarbas concedeu entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9 para contar detalhes sobre o trabalho que realiza nas Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) da região.
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O trabalho do músico com pessoas com síndrome de down – uma condição genética caracterizada por uma alteração no cromossomo 21, também chamada de trissomia 21 – teve início há cerca de 11 anos, em Porto Xavier. Hoje, Jarbas atua junto ás Apaes de Roque Gonzales, São Miguel das Missões e Bossoroca, na esfera do 16º Conselho Regionais das Apaes do Rio Grande do Sul.
Pessoas com síndrome de down e outras deficiências intelectuais, em geral, apresentam determinadas dificuldades psicomotoras. Por isso, as atividades de musicoterapia ajudam a estimular o desenvolvimento de uma forma interativa. “A parte inclusiva, no modo geral, trabalhamos muito com a questão percussiva, com pandeiro, agogô agegê – instrumentos da área de percussão. E os trabalhos vocais de cantos”, explica o acordeonista.
As atividades também estimulam a participação e protagonismo das pessoas com trissomia 21, por exemplo, na escolha das canções. De acordo com Jarbas, um dos elementos mais marcantes do trabalho é o afeto recebido. “Para eles não importa quem você é, se você é famoso ou não, mas eles têm aquela aquela sensibilidade através do sentimento”, descreve.
Como assistente social, ele também descreve os desafios que envolvem a busca por garantir direitos e atendimento de saúde, além do acompanhamento dos casos. Outro aspecto que afeta o trabalho é o capacitismo, termo usado para caracterizar o preconceito contra pessoas com deficiência. Por vezes, aponta Jarbas, enfrentar esse trabalho envolve uma conscientização das próprias famílias. “Muitas vezes o preconceito começa em casa mesmo, às vezes é um desafio para a própria família aceitar ou entender a situação”, complementa.
A alternativa defendida pelo assistente social e músico acordeonista está baseada no afeto. “Nas vezes que partir da gente essa questão de dar carinho – esse abraços – da mesma forma vai nos fazer sentir bem. A gente vai sentir todo o amor, carinho e sinceridade através dessas pessoas”, enfatiza Jarbas.
Fonte: Rádio São Luiz




